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Pregação de Paul Washer com mais de um milhão de acessos, A pregação chocante é a mensagem mais conhecida do mesmo. Realmente Chocante.

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Série de estudos focados nas verdades essenciais do Evangelho como a Criação, A queda do Homem, A Redenção em Cristo Jesus, e a consumação de Sua obra, a primeira série trata sobre Justificação.

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Um dos pontos que mais serão abordados aqui no site. A Seriedade do Pecado, A Justiça de Deus, o Juízo Final e textos Relacionados.

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domingo, 2 de junho de 2013

Por que e como celebramos a Ceia do Senhor? John Piper


17 Nisto, porém, que vos prescrevo, não vos louvo, porquanto vos ajuntais não para melhor, e, sim, para pior. 18 Porque, antes de tudo, estou informado haver divisões entre vós quando vos reunis na igreja; e, em parte, eu creio. 19 Porque até mesmo importa que haja partidos entre vós, para que também os aprovados se tornem conhecidos em vosso meio. 20 Pois, quando vos reunis no mesmo lugar, não é a ceia do Senhor que comeis. 21 Porque, ao comerdes, cada um come, antecipadamente, a sua própria ceia; e há quem tenha fome, ao passo que há também quem se embriague. 22 Não tendes, porventura, casas onde comer e beber? Ou menosprezais a igreja de Deus e envergonhais os que nada têm? Que vos direi? Louvar-vos-ei? Nisto, certamente, não vos louvo. 23 Porque eu recebi do Senhor o que também vos entreguei: o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão; 24 e, tendo dado graças, partiu-o e disse: “Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim”. 25 Por semelhante modo, depois de haver ceado, tomou também o cálice, dizendo: “Este cálice é a nova aliança no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que o beberdes, em memória de mim”. 26 Pois todas as vezes que comerdes esse pão e beberdes o cálice, anunciais a morte do Senhor até que ele venha. 27 Por isso, aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor, indignamente, será réu do corpo e do sangue do Senhor. 28 Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e, assim, coma do pão, e beba do cálice; 29 pois quem come e bebe sem discernir o corpo, come e bebe juízo para si. 30 Eis a razão por que há entre vós muitos fracos e doentes e não poucos que dormem. 31 Porque, se nos julgássemos a nós mesmos, não seríamos julgados. 32 Mas, quando julgados, somos disciplinados pelo Senhor, para não sermos condenados com o mundo. 33 Assim, pois, irmãos meus, quando vos reunis para comer, esperai uns pelos outros. 34 Se alguém tem fome, coma em casa, a fim de não vos reunirdes para juízo. Quanto às demais coisas, eu as ordenarei quando for ter convosco.
Antes de retornarmos a Romanos na próxima semana (se Deus quiser), seria bom para nós situar a Ceia do Senhor no contexto bíblico e focar nossa atenção no porquê e como cumprimos esse sacramento. Assim, hoje, vamos situar a mensagem primeiramente e, em seguida, tratar da Ceia do Senhor com o sermão.
Depois da Bíblia – fundamento infalível de nossas vidas e de nossa igreja –, um dos documentos mais importantes de nossa Igreja é a Declaração de Fé da Igreja Batista Bethlehem. Encorajo todos vocês a lê-la. Vocês podem encontrá-la na website da igreja ou no Desiring God website (na website Desejo de Deus). O parágrafo 12,4 fornece o resumo doutrinário sobre que nós cremos e ensinamos a respeito da Ceia do Senhor.
Cremos que a Ceia do Senhor é um sacramento no qual os cristãos reunidos comem o pão, significando o corpo de Cristo dado por seu povo, e bebem do cálice do Senhor, significando o Novo Pacto no sangue de Cristo. Fazemos isso em memória do Senhor e, assim, proclamamos sua morte até que ele venha. Aqueles que comem e bebem de uma maneira digna, participam do corpo e do sangue de Cristo, não fisicamente, mas espiritualmente, e, pela fé, são nutridos com as bênçãos que Cristo obteve pela sua morte, e desse modo, crescem na graça.
Tentarei dar um fundamento bíblico para essa compreensão da Ceia do Senhor sob seis tópicos: 1) a origem histórica; 2) os participantes cristãos; 3) o ato físico; 4) a ato mental; 5) o ato espiritual; e 6) a seriedade sagrada.

1. A origem histórica da Ceia do Senhor

Os Evangelhos de Mateus (26,26 e versículos seguintes), Marcos (14,22 e seguintes) e Lucas (22,14 e seguintes), todos relatam a Última Ceia que Jesus teve com seus discípulos na noite anterior à morte dele. Cada um deles descreve Jesus dando graças ou abençoando o pão e o vinho e distribuindo-os a seus discípulos, dizendo que o pão era o seu corpo e o vinho do cálice o sangue do pacto, ou o novo pacto em seu sangue. Em Lucas 22,19, Jesus declara: “Fazei isto em memória de mim”. O Evangelho de João não relata o comer e o beber, mas, em vez disso, os ensinamentos e as ações que ocorreram na noite em que foi celebrada a Ceia.
Até onde se pode afirmar, a partir dos primeiros relatos, a igreja fez o que Jesus disse: reprisou a ceia em memória de Jesus e a morte dele. As cartas de Paulo são o mais antigo testemunho que temos e, em 1 Coríntios 11,20, ele se refere ao evento na vida da igreja chamado “a Ceia do Senhor”. O evento tem esse nome provavelmente porque foi instituído e ordenado pelo Senhor Jesus e seu significado real celebra a morte do Senhor. Paulo diz em 1 Coríntios 11,23-24: “Porque eu recebi do Senhor o que também vos entreguei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão; e, tendo dado graças, o partiu e disse: ‘Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim’”. “Porque eu recebi do Senhor…” provavelmente significa que o próprio Senhor confirmou para Paulo (que não estava presente na última ceia como os outros apóstolos estavam) o que os outros relataram sobre a Última Ceia, que realmente aconteceu.
Portanto, a origem histórica da Ceia do Senhor é a última ceia em que Jesus comeu com seus discípulos na noite antes que seria crucificado. Os atos e o sentido dela estão arraigados no que Jesus disse e fez na última noite. O próprio Jesus é a origem da Ceia do Senhor. Ele ordenou que ela fosse celebrada continuamente. E Jesus é o foco e o conteúdo dela.

2. Os cristãos participantes da Ceia do Senhor

A Ceia do Senhor é um ato da família reunida daqueles que creem em Jesus, a igreja. Não é um ato para os incrédulos. Incrédulos podem estar presentes — de fato, nós lhes damos as boas-vindas por estarem presentes —, não há nada secreto a respeito da Ceia do Senhor. Ela é feita em público, tem um sentido público. Ela não é secreta, não tem um ritual de seita com poderes mágicos. É um ato público de adoração pela igreja reunida. De fato, em 1 Coríntios 11,26, Paulo afirma: “Pois todas as vezes que comerdes este pão e beberdes o cálice, anunciais a morte do Senhor até que ele venha”. Por conseguinte, há um aspecto proclamatório para a ceia. Proclamação, não segredo quando você come este pão e bebe o vinho, você proclama a morte do Senhor até que ele venha. Desse modo, há um aspecto de proclamação para a ceia. Proclamação, não segredo, é algo relevante que precisa ser dito.
Não proibimos levar a Ceia do Senhor para alguém em uma casa de repouso para idosos, hospital, mas esse tipo de celebração individual é excepcional, não a norma bíblica. Cinco vezes em 1 Coríntios 11, Paulo fala da igreja se “ajuntar” quando a Ceia do Senhor é comida. O versículo 17b: “Porquanto vos ajuntais não para melhor, e, sim, para pior”. Versículo 18: “Porque, antes de tudo, estou informado haver divisões entre vós quando vos reunis na igreja”. O versículo 20: “Quando, pois, reuni-vos no mesmo lugar, não é a ceia do Senhor que comeis”. O versículo 33: “Assim, pois, irmãos meus, quando vos reunis para comer, esperai uns pelos outros”. O versículo 34: “Se alguém tem fome, coma em casa, a fim de não vos reunirdes para juízo”.
Em outras palavras, eles estavam envilecendo a Ceia do Senhor por associá-la muito proximamente às suas ceias regulares e algumas pessoas tinham muito para comer e outras nada. Assim, ele disse para que comessem a ceia deles em casa e se reunissem para comer a Ceia do Senhor.
E observe a palavra “igreja” no versículo 18: “quando vos reunis na igreja”. Ela é o corpo de Cristo, a assembleia dos seguidores de Jesus. Aqueles que abandonaram os ídolos e confiaram em Jesus somente para o perdão de seus pecados e para a esperança da vida eterna e para o deleite de suas almas. Esses são os cristãos. Assim, os participantes da Ceia do Senhor são os cristãos reunidos em Jesus.

3. O ato físico da Ceia do Senhor

O ato físico da Ceia do Senhor não é o consumo de uma refeição com sete pratos; é muito simples. Ela é comer o pão e beber o vinho do cálice. Os versículos 23b-25: “O Senhor Jesus tomou o pão; e, tendo dado graças, partiu-o e disse: ‘Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim’. Por semelhante modo, depois de haver ceado, tomou também o cálice, dizendo: ‘Este cálice é a nova aliança no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que o beberdes, em memória de mim’”.
Nada é especificado sobre o tipo de pão ou a forma como ele é partido. A única afirmação a respeito do que estava no cálice é feita em cada versículo de Mateus, Marcos e Lucas: “E digo-vos que, desta hora em diante, não beberei deste fruto da videira, até aquele dia em que o hei de beber, novo, convosco no reino de meu Pai” (Mateus 26,29; conferir Marcos 14,25; Lucas 22,18). Assim, a Ceia do Senhor é chamada “o fruto da videira”. Não penso que deveríamos dar muita importância se o simples suco da uva ou vinho é utilizado. Não há nada no texto que nos ordene ou nos proíba de utilizar um ou outro.
Deveríamos nos preocupar com os substitutos jocosos — digo pães 1 e Coca-Cola em volta de uma fogueira de acampamento. A Ceia do Senhor não é uma brincadeira. Deveríamos celebrá-la com um senso de significado — assunto que falaremos a respeito em um instante.
Devo mencionar de passagem que não há nada no Novo Testamento sobre a frequência da Ceia do Senhor. Alguns creem que seria bom celebrá-la uma vez por semana; outros, a cada três meses. Estamos em uma posição intermediária e, geralmente, nós a celebramos no primeiro domingo de cada mês. Penso que somos livres com respeito a esse assunto e a questão se torna uma: 1) Que frequência ou infrequência corresponde à sua própria importância em relação ao ministério da Palavra de Deus? E 2) qual frequência ou infrequência nos ajuda a sentir seu valor em vez de nos tornarmos insensíveis a isso? Essas questões não são fáceis e diferentes igrejas as avaliam de formas distintas.

4. O ato mental da Ceia do Senhor

O ato mental dos participantes da Ceia do Senhor é focar na mente de Jesus e especialmente sua obra histórica, que foi morrer por nossos pecados. Os versículos 24 e 25: “Fazei isto em memória de mim”. Enquanto praticamos o ato mental de comer e beber, temos que realizar o ato mental de lembrar. Isto é, somos conscientemente chamados para considerarmos a pessoa de Jesus como ele viveu e a obra de Jesus como ele morreu e ressuscitou e o que sua obra representa para o perdão de nossos pecados.
A Ceia do Senhor é uma lembrança perfeita, momento após momento, de que o cristianismo não é a espiritualidade da nova era. Não é estar em contato com o seu ser interior. Não é misticismo. Ela está arraigada em fatos históricos. Jesus viveu. Ele teve um corpo e um coração que bombeava sangue e pele que sangrava; morreu publicamente em uma cruz romana no lugar dos pecadores para que os que cressem nele pudessem ser salvos da ira de Deus. Isso aconteceu de uma vez por todas na história.
Portanto, o ato mental da Ceia do Senhor é fundamentalmente se lembrar. Não imaginar. Não sonhar. Não canalizar. Não ouvir. Não ir a uma área neutra. É um direcionamento consciente da mente remontando à história para Jesus e sabemos sobre ele na Bíblia. A Ceia do Senhor nos arraiga, momento após momento, à essência da história. Pão e vinho. Execução e morte.

5. O ato espiritual da Ceia do Senhor

Este aspecto é totalmente importante. A razão é que os incrédulos poderiam fazer tudo o que descrevi até agora. Realmente, se o diabo pudesse assumir a forma humana, ele o faria. Comer, beber e se lembrar. Não há nada inerentemente espiritual nisso. Assim, para a Ceia do Senhor ser o que Jesus pretendeu que ela fosse algo mais, precisa acontecer que apenas comer, beber e se lembrar. Algo que os incrédulos e o diabo não podem fazer.
Permita-me ler a declaração fundamental da Declaração de Fé dos Presbíteros novamente e em seguida lhe mostrar na Bíblia, de onde procede essa declaração. “Aqueles que comem e bebem de uma maneira digna, participam do corpo e do sangue de Cristo, não fisicamente, mas espiritualmente, e, pela fé, são nutridos com as bênçãos que Cristo obteve pela sua morte, e, desse modo, crescem na graça”.
De onde procede essa ideia de “participar do corpo e do sangue de Cristo... espiritualmente... pela fé”? O texto mais próximo que apoia essa ideia está no capítulo anterior: 1 Coríntios 10,16-18. Enquanto ler esse texto, pergunte: “O que significa ‘participação’”?
O cálice da bênção que abençoamos não é a participação no sangue de Cristo (koinōnia estin tou haimatos tou Christou)? O pão que partimos não é a participação no corpo de Cristo (ouchi koinōnia tou sōmatos tou Christou estin)? Porque há um pão, nós, embora sendo muitos, somos um só corpo, pois todos nós participamos de um corpo. Considere o povo de Israel: não são aqueles que comem dos sacrifícios, participantes do altar (koinōnia tou thusiastēriou)?
Aqui está algo muito mais profundo do que se lembrar. Aqui estão os cristãos —aqueles que confiam e apreciam Jesus Cristo — e Paulo diz que eles são participantes do corpo e do sangue de Cristo. Literalmente, eles experimentam uma participação (koinōnia) em seu corpo e sangue. Eles experimentam uma participação em sua morte.

A participação espiritual do corpo e do sangue de Cristo pela fé

E o que essa participação/compartilhamento/parceria significa? Penso que o versículo 18 do capítulo 10 nos fornece a pista, pois usa uma palavra similar, mas a compara com o que ocorre nos sacrifícios judaicos: “Considerai o povo de Israel segundo a carne; não é certo que aqueles que se alimentam dos sacrifícios são participantes [a forma da mesma palavra] do altar?” O que significa compartilhadores/participantes/parceiros do altar? Significa que eles participam em ou recebem a bênção do que aconteceu no altar. Eles desfrutam, por exemplo, do perdão e da comunhão restaurada com Deus.
Desse modo, eu considero que os versículos 16 e 17 significam que, quando os cristãos comem o pão e bebem o vinho fisicamente, nós praticamos outra ação de comer e beber, que é a espiritual. Comemos e bebemos — isto é, trazemos para as nossas vidas — o que aconteceu na cruz. Pela fé — por confiar em tudo que Deus é para nós em Jesus —, nutrimo-nos com as bênçãos que Jesus obteve para nós quando ele sangrou e morreu na cruz.
É por essa razão que o conduzimos para vários focos da Mesa do Senhor de mês a mês (paz com Deus, alegria em Cristo, esperança para o futuro, libertação do medo, segurança na adversidade, orientação na perplexidade, cura de enfermidade, vitória contra a tentação, etc.). Pois, quando Jesus morreu, seu sangue derramado e corpo partido foram oferecidos em sua morte no lugar de nós todos, ele comprou todas as promessas de Deus. Paulo diz: “Porque quantas são as promessas de Deus, tantas têm nele o sim” (2 Coríntios 1,20). Todo dom de Deus e toda comunhão feliz com ele foram obtidos pelo sangue de Jesus. Quando Paulo afirma: “Porventura, o cálice da bênção que abençoamos não é a comunhão do sangue de Cristo? O pão que partimos não é a comunhão do corpo de Cristo?” (1 Coríntios 10,16), ele deseja dizer: Nós, à mesa do Senhor, não festejamos espiritualmente pela fé cada bênção espiritual comprada pelo corpo e sangue de Cristo? Nenhum incrédulo pode fazer isso. O diabo não pode. É um dom para a família. Quando celebramos a Ceia do Senhor, festejamos espiritualmente pela fé todas as promessas de Deus compradas pelo sangue de Jesus.

6. A seriedade sagrada da Ceia do Senhor

Concluo do modo como Paulo o faz em 1 Coríntios 11. Ele nos adverte que, se você comparece à Ceia do Senhor de uma maneira desdenhosa, insensível e imprudente, essa atitude não discerne a seriedade do que aconteceu na cruz e você, se é um cristão, perde sua vida, não pela ira, mas como um ato da disciplina paternal de Deus. Permita-me ler de modo simples e devagar 1 Coríntios 11,27-32 enquanto nos movemos com alegria e seriedade para a mesa do Senhor.
27 Por isso, aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor, indignamente [isto é, não confiando e apreciando o precioso dom de Cristo], será réu do corpo e do sangue do Senhor. 28 Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e [não para ver se você é bom o bastante, mas para ver se está disposto a abandonar a si mesmo e confiar em Jesus para o que precisar], assim, coma do pão, e beba do cálice; 29 pois quem come e bebe sem discernir o corpo [isto é, sem estar consciente de que este pão não deve ser comido como um sanduíche da forma como muitos faziam em Corinto], come e bebe juízo para si. 30 [E aqui está que ele pretende dizer:] Eis a razão por que há entre vós muitos fracos e doentes e não poucos que dormem [não enviados para o inferno; o próximo texto explica]. 31 Porque, se nos julgássemos a nós mesmos, não seríamos julgados. 32 Mas, quando julgados, somos disciplinados pelo Senhor, para não sermos condenados [isto é, ir para o inferno] com o mundo.
Não considere a Ceia do Senhor de forma leviana. Ela é um dos dons mais preciosos que Cristo concedeu à sua igreja. Vamos participar dela juntos.

1 No original, aparece a palavra bagel. Bagel é um tipo de pão em forma de anel.
 Tópico: A Ceia do Senhor | Traduzido por: Angela Moraes Pinheiro

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Deus não poupou o próprio Filho - Jhon Piper




Romanos 8:28–32
28 Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo seu propósito. 29 Porquanto, aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. 30 E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e, aos que justificou, a esses também glorificou. 31 O que diremos, pois, à vista dessas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós? 32 Aquele que não poupou o seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, porventura, não nos dará graciosamente com ele todas as coisas?
Algumas verdades quase nos deixam sem fala. Romanos 8,28-32 quase deixou Paulo assim, sem fala. Todas as coisas cooperam para o seu bem. Deus contempla isso, porque ele o conheceu de antemão, predestinou-o para a glória com Cristo, chamou-o quando estava morto em delitos e pecados, justificou-o livremente em sua graça por meio da fé somente e agora o glorifica pouco a pouco até o dia de sua vinda, quando essa glorificação será consumada com um corpo semelhante ao corpo de Cristo glorioso e ressurreto.
Isso deixa Paulo quase emudecido. Quase. Ele declara: “O que diremos, pois, à vista dessas coisas?” Ouço dois fatos nessas palavras para Paulo e para nós. Ouço: “é difícil encontrar palavras para exprimir esses grandes fatos”. E: “Precisamos encontrar palavras para esses grandes fatos”. Penso que Paulo afirma: “O que então diremos sobre essas coisas?” A resposta é: “Precisamos dizer isso novamente de outro modo”. Precisamos encontrar palavras diferentes e dizer isso uma vez mais. É isso o que ele faz com as palavras: “Se Deus é por nós, quem será contra nós?” É exatamente o que ele está dizendo em todo o texto. Mas ele precisa afirmar de outra maneira.
E precisamos também. Se você compartilhou o Evangelho muitas vezes com uma criança ou um pai, ou amigo, precisa falar novamente, falar de outra maneira. Precisamos escrever outro e-mail, outra carta, ensinar outra lição, erguer outra placa, escrever outro poema, cantar outro hino, exclamar outra sentença à beira da cama sobre a glória de Cristo para um pai prestes a morrer. “O que então diremos sobre essas coisas?” Diremos de outra forma, reiteradamente, até morrermos e, em seguida, por toda a eternidade. Esses fatos sobre a glória de Cristo jamais deixarão de ser dignos de serem expressos de outra maneira.

Deus é por nós

Como Paulo expressa isso dessa vez no versículo 31? Ele expressa: “Se Deus é por nós, quem será contra nós?” E tal fato é resumido na sentença anterior: Deus é por nós e, portanto, ninguém pode ser contra nós. Deus nos conheceu de antemão em amor e nos predestinou para adoção de filhos, chamou-nos da morte, declarou-nos justos e opera em nós de glória em glória até o grande e feliz dia de Cristo. Como diremos isso de novo? Diremos: “Deus é por nós”.
Ó, como é preciosa para nós estas duas palavras: “por nós”. Não há palavras mais temíveis no universo que estas: “Deus é contra nós”. Se a ira poderosa e infinita é contra nós, a aniquilação seria um amável presente de graça. É por essa razão que aqueles que tentam nos persuadir de que a aniquilação representa o julgamento, não o inferno, estão muito distantes de seu verdadeiro conceito. Aniquilação sob a ira de Deus não é julgamento é libertação e alívio (veja Apocalipse 6,16). Não. Não há aniquilação de qualquer ser humano. Vivemos para sempre com Deus contra nós ou com Deus por nós. E todos os que estão em Cristo podem dizer com alegria quase inexprimível: “Deus é por nós”. Ele está do nosso lado.
Agora, não há qualquer condenação para os que estão em Cristo Jesus (Romanos 8,1). Deus está inteiramente a nosso favor e jamais contra nós. Nenhuma de nossas enfermidades é o julgamento de um juiz condenatório. Nenhum de nossos carros estragados ou instrumentos com defeitos são punições de Deus. Nenhum de nossos conflitos conjugais é um sinal de sua ira. Nenhum de nossos empregos perdidos é uma penalidade devido ao pecado. Nenhuma de nossas crianças rebeldes é um estalo do chicote da retribuição divina. Se estivermos em Cristo. Não. Deus é por nós, não contra nós em e através de todas as coisas. Em todo conforto e em todo sofrimento.

Quem é contra nós?

O que significa dizer de outra maneira: “Quem é contra nós?” Estamos ainda no versículo 31: “Se Deus é por nós, quem será contra nós?” A resposta que Paulo espera quando formula essa questão é: “Ninguém pode ser contra nós”. Resposta que nos faz questionar: “Realmente?” “O que isso significa? No versículo 35, haverá tribulação, angústia, perseguição, e espada. O versículo 36 afirma que os cristãos são mortos o dia todo; são considerados ovelhas para o matadouro. Paulo afirmou isso. Assim, o que deseja dizer: “Quem será contra nós?” Penso que ele quer informar que ninguém pode ser bem-sucedido contra nós.
O diabo e os homens corruptos podem torná-lo doente, roubar seu carro, semear as sementes da discórdia em seu casamento, tomar seu emprego, roubar-lhe seu filho. Mas o versículo 28 declara que Deus faz com que todas as coisas cooperem para o seu bem se você o ama. E se essas coisas cooperam finalmente para o seu bem, os desígnios do adversário são frustrados em seus propósitos de serem contra você e são transformados na exaltação de Cristo, santificação da alma, aprofundamento da fé, e bênçãos pelo sofrimento. Se Deus é por você, não lhe poupa dessas coisas. Mas ele planeja o bem onde o adversário planeja o mal (Gênesis 50,20; 45,7). As coisas que são contra você, ele planeja para que sejam a seu favor. Ninguém pode ser vitorioso contra você.
Que impacto isso deveria ter em nossas vidas! Não deveríamos ser semelhantes ao mundo se esses fatos são exatamente assim. A maior parte das pessoas no mundo escolhe esse estilo de vida porque teme a enfermidade, o roubo, o terror, a perda do emprego e muitas outras coisas. Mas para o seguidor de Jesus, o Senhor declara: “Porque os gentios procuram todas essas coisas...; buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino” (veja Mateus 6,32-33). Deus lhe dará o que necessita. E o que perder ou tiver falta no ministério do reino de amor, sacrifício e sofrimento, há de cooperar para o seu bem e lhe retornará de modo designado por Deus cem vezes mais.
Portanto, poste-se diante de seu adversário e pregue o Evangelho, seja em Kankan, em Guiné Bissau; Istambul, na Turquia; ou Tenggara, na Indonésia; ou Minneapolis, em Minnesota. E diga àqueles que até planejam tirar sua vida: “Faça o que deva, mas, no fim, suas palavras e injúrias somente podem aperfeiçoar minha fé e aumentar meu galardão e me enviar ao paraíso com o Jesus Cristo ressurreto”. Ó quão diferente seria se crêssemos que Deus é por nós e ninguém pode ser contra nós!

A lógica consistente do céu

E, agora, o que diremos a respeito disso? O que o apóstolo Paulo acrescentará a esse fato? Ele dirá de outra forma; de uma maneira no versículo 32 que não apenas promete o insucesso de adversários, mas também promete generosidade da parte de Deus que jamais termina, é transbordante e total. E tudo isso Deus promete com base na sólida rocha da morte de seu Filho pelos pecadores. “Aquele que não poupou o seu próprio Filho antes, por todos nós o entregou, porventura, não nos dará graciosamente com ele todas as coisas?”
Certa vez chamei isso de: “A lógica consistente do céu”. É um argumento que procede do superior para o inferior; do difícil para o fácil; do obstáculo quase intransponível para o que pode ser facilmente superado. Uma vez que Deus não poupou o próprio Filho — esse é o grande fato, o mais difícil, o obstáculo intransponível para nossa salvação —, entregando-o à tortura, ao escárnio e à morte que carrega o pecado. Se pode ser realizado, então o que é inferior e fácil seguramente serão feitos: ele nos dá graciosamente tudo o que Cristo comprou para nós — todas as coisas! A lógica consistente do céu.

Seu próprio Filho

Considere as partes dessa lógica. Primeiro, a frase “seu próprio Filho”. Jesus Cristo não foi um homem a quem Deus encontrou e adotou para ser seu Filho na terra. Jesus Cristo é a imagem do Pai pré-existente, de fato sempre existiu, coeterna, não criada e divina em quem habita toda a plenitude da divindade (Colossenses 2,9). Lembre-se de Romanos 8,3, em que Deus “enviou seu próprio Filho em semelhança de carne pecaminosa”. Em outras palavras, o Filho existiu antes de assumir a forma humana. Ele não é um mero profeta. Este é Deus o Filho.
E quando o versículo 32 refere-se a ele como “seu próprio” Filho, o fato é que não há outros e ele é infinitamente precioso para o Pai. Pelo menos duas vezes enquanto Jesus estava na terra, Deus disse: “Este é o meu Filho amado” (Mateus 3,7; 17,5). Em Colossenses 1,13, Paulo o chama de “o Filho do [de Deus] seu amor”. O próprio Jesus narrou a parábola dos lavradores maus na qual os servos do dono da vinha foram espancados e mortos quando vieram colher os frutos. Então, Jesus disse: “Restava-lhe ainda um, seu filho amado” (Marcos 12,6). O único filho é tudo que o Pai tinha. E ele era profundamente amado. E ele o enviou.
Tenho quatro filhos. Não há amor semelhante ao amor de um pai pelo filho. Não compreenda erradamente. Amo minha esposa e amo minha filha. E amo meu pai e meus companheiros da equipe desta igreja e vocês. E não quero dar a entender que o amor de um pai pelos seus filhos é melhor que esses amores mencionados. Quero dizer que é diferente. E esses outros amores que mencionei são também. Mas agora me refiro somente a esse amor: não há amor semelhante ao amor de um pai por um filho.
O fato do Versículo 32 é que esse amor de Deus por seu único Filho foi igual a um obstáculo enorme do tamanho do Monte Everest se interpondo entre ele e nossa redenção. Havia um obstáculo quase intransponível. Deus poderia (deveria) transpor esse elo carinhoso, admirável, precioso, caloroso, afetuoso com seu Filho e entregá-lo para ser enganado, traído, abandonado, ridicularizado, chicoteado, espancado, cuspido e pregado na cruz; perfurado com uma espada como um animal é abatido. Ele realmente faria isso? Ele entregaria o Filho de seu amor? Se ele faria, então qualquer propósito que ele esteja buscando jamais poderia ser impedido. Se esse obstáculo da entrega do Filho de Deus foi transposto em busca do seu bem, então qualquer obstáculo seria.
Deus fez isso? A resposta de Paulo é: sim, e ele formula sua resposta de modo negativo e positivo: “Deus não poupou o Filho, mas o entregou”. Nas palavras “Ele não o poupou”, podemos captar a imensidade da dificuldade e do obstáculo. Deus não teve prazer no sofrimento ou desonra de seu Filho. Esse acontecimento foi algo infinitamente horrível para o Filho de Deus ser tratado dessa forma. O pecado atingiu sua pior fase naquelas horas. O pecado foi exposto em toda sua realidade: um ataque contra Deus. Todo pecado — nosso pecado — é um ataque contra Deus. Uma rejeição de Deus. Um assalto às suas leis, sua verdade, sua perfeição. Mas Deus não poupou seu Filho desse tratamento.

Ele o entregou

Em vez disso, “ele o entregou”. Não perca de vista. Quase tudo que é importante e precioso no universo se concentra aqui nesse momento incomparável no tempo. O amor divino pelo homem e o ódio divino pelo pecado se aglomeram aqui. A soberania absoluta de Deus e o eterno peso da responsabilidade humana e comportamento moral se aglutinam. A sabedoria divina infinita e poder se reúnem aqui — quando Deus entregou seu próprio Filho à morte.
A Bíblia afirma que Judas o traiu (Marcos 3,19) e Pilatos o entregou (Marcos 15,15); Herodes, os judeus e os gentios se ajuntaram contra Jesus (Atos 4,27-28); ele morreu pelos nossos pecados (1 Coríntios 15,3); entregou-se a si mesmo pelos nossos pecados (Gálatas 1,4); carregou em seu corpo nossos pecados (1 Pedro 2,24). E ela até mesmo afirma como já foi mencionado em um dos textos anteriores que o próprio Jesus se entregou, fato citado também em (João 10,17; 19,30). Mas Paulo afirma o fato definitivo no versículo 32. Em e por trás, sob e através de todas essas entregas humanas de Jesus, Deus estava entregando seu Filho à morte. “Sendo este entregue pelo determinado desígnio e presciência de Deus, vós o matastes, crucificando-o por mãos de iníquos” (Atos 2,23). Em Judas, Pilatos, Herodes, as multidões de judeus, os soldados gentios e nosso pecado e a submissão de Jesus como a de um cordeiro, Deus entregou seu Filho. Nada mais supremo aconteceu.

Se isso é verdadeiro, então que acontecerá?

O que diremos à vista dessas coisas? Diremos: “A lógica do céu tem a resposta!” Se Deus entregou seu próprio Filho, então… o quê? Resposta: Ele nos dará com ele certamente e graciosamente todas as coisas. Se Deus não sonegou seu Filho, ele não sonegará nada de nós. Essa é a aquisição e o cumprimento definitivos do Salmo 84,11: “Nenhum bem sonega aos que andam retamente”. Essa é a promessa e o fundamento de 1 Coríntios 2,21-23: “Tudo é vosso: seja Paulo, seja Apolo, seja Cefas, seja o mundo, seja a vida, seja a morte, sejam as coisas presentes, sejam as futuras, tudo é vosso, e vós de Cristo, e Cristo, de Deus”. Esse é o selo da promessa de Efésios 1,3: “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abençoado com toda sorte de bênçãos nas regiões celestiais em Cristo”. Essa é a segurança da promessa de Jesus nas palavras: “Não vos inquieteis, dizendo: ‘Que comeremos? Que beberemos? Ou: com que nos vestiremos?... vosso Pai celeste sabe que necessitais de todas elas; buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas” (Mateus 6,31-33).
Visto que ele não poupou seu próprio Filho, mas o entregou por todos nós, dar-nos-á com certeza moral todas as coisas com ele. Realmente? Todas as coisas? Que dizer da “tribulação, angústia, perseguição, forme, nudez, perigo, ou espada” (Romanos 8,35)? A resposta está nesta magnífica citação de João Flavel, há 350 anos:
“Ele não poupou seu próprio Filho, mas o entregou por todos nós; como ele não nos dará graciosamente com ele todas as coisas?” (Romanos 8,32). Como seria imaginável que Deus deveria sonegar, depois disso, as bênçãos espirituais e temporais de seu povo? Como ele não os chamaria eficazmente, justificaria-os graciosamente, santificaria-os completamente, e os glorificaria eternamente? Ele não os vestiria, não os alimentaria, não os protegeria, não os livraria? Seguramente, se ele não poupou seu próprio Filho de um golpe, uma lágrima, um gemido, um suspiro, uma circunstância de miséria, jamais se poderia imaginar que ele deveria, depois disso tudo, negar ou sonegar de seu povo, por cuja causa todo esse sofrimento aconteceu, quaisquer misericórdias, confortos, privilégios, espiritual ou temporal, que são para o bem deles.
Deus sempre faz o bem por nós. Se crê que ele entregou seu próprio Filho por você e é exatamente nisso o que crê. E que toda a vida cristã é simplesmente o fruto dessa fé. Olhe para Cristo. Olhe para o amor de Deus. Viva em amor. E não tenha mais medo.
18 de Agosto de 2002 | por John Piper | Bíblia: Romanos 8:28–32 | Tópico: O Amor de Deus | Traduzido por: Angela Moraes Pinheiro  - Séries: Romanos: A Maior Carta Já Escrita  
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quinta-feira, 30 de maio de 2013

A Segurança do Perdão - William MacDonald

A Segurança do Perdão

É maravilhoso ser restaurado ao Senhor. Todavia, isto não significa que daí em diante não haverá problemas. Muitos crentes que são trazidos de volta para a comunhão com Deus passam por momentos terríveis de sentimento de culpa, dúvida e depressão; eles têm dificuldade para acreditar que foram realmente perdoados.
Vamos examinar a seguir algumas das dificuldades mais comuns que eles enfrentam:
1. Como posso ter certeza de que Deus me perdoou?
Você pode saber sobre isto por meio da Palavra de Deus. Ele prometeu repetidas vezes perdoar aqueles que confessarem e abandonarem seus pecados. Não há nada no universo tão certo quanto a promessa de Deus. Para saber se Deus o perdoou, você tem que acreditar em Sua Palavra. Ouça estas promessas:
O que encobre as suas transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia” (Pv 28.13).
Desfaço as tuas transgressões como a névoa, e os teus pecados, como a nuvem; torna-te para mim, porque eu te remi” (Is 44.22).
Deixe o perverso o seu caminho, o iníquo, os seus pensamentos; converta-se ao Senhor, que se compadecerá dele, e volte-se para o nosso Deus, porque é rico em perdoar” (Is 55.7).
Vinde e tornemos para o Senhor, porque ele nos despedaçou e nos sarará; fez a ferida e a ligará” (Os 6.1).
Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça” (1 Jo 1.9).
2. Sei que Ele me perdoou no momento em que fui salvo, mas, quando penso nos terríveis pecados que cometi já como crente, é difícil crer que Deus possa me perdoar. A mim parece que pequei contra uma tremenda luz!
Davi cometeu adultério e assassinato; no entanto, Deus o perdoou (2 Sm 12.13).
Pedro negou o Senhor três vezes; todavia, o Senhor o perdoou (Jo 21.15-23).
O perdão de Deus não está limitado aos não salvos. Ele promete perdoar os decaídos também:
Curarei a tua infidelidade, eu de mim mesmo os amarei, porque a minha ira se apartou deles” (Os 14.4).
Se Deus pode nos perdoar quando éramos Seus inimigos, será que Ele vai ser menos perdoador a nós agora que somos Seus filhos?
Porque, se nós, quando inimigos, fomos reconciliados com Deus mediante a morte de Seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida” (Rm 5.10).
Aqueles que temem que Deus não pode perdoá-los estão mais próximos do Senhor do que imaginam porque Deus não consegue resistir a um coração quebrantado (Is 57.15). Ele pode resistir aos orgulhosos e aos que não se dobram, mas não desprezará o homem que verdadeiramente se arrepender (Sl 51.17).
3. Sim, mas como Deus perdoará? Cometi um determinado pecado e Deus me perdoou. Mas já cometi o mesmo pecado várias vezes desde então. Logicamente que Deus não pode perdoar indefinidamente.
Esta dificuldade encontra uma resposta indireta em Mateus 18.21-22: “Então, Pedro, aproximando-se, lhe perguntou: Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lhe perdoe? Até sete vezes? Respondeu-lhe Jesus: Não digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete”.
Aqui, o Senhor ensina que devemos nos perdoar uns aos outros não sete vezes, mas setenta vezes sete, que é outra maneira de dizer indefinidamente.
Bem, se Deus nos ensina a perdoar uns aos outros indefinidamente, com que freqüência Ele nos perdoará? A resposta parece óbvia.
O conhecimento desta verdade não deveria nos fazer negligentes nem tampouco nos estimular a pecar. Por outro lado, esta maravilhosa graça é a mais forte razão pela qual o crente não deve pecar.
4. O problema comigo é que não me sinto perdoado.
Deus nunca pretendeu que a segurança do perdão viesse ao crente através dos sentimentos. Em um dado momento, você pode se sentir perdoado, mas depois, um pouco mais tarde, você poderá se sentir tão culpado quanto possível.
Deus quer que nós saibamos que somos perdoados. E Ele baseou a segurança do perdão naquilo que é a maior certeza do universo. A Sua Palavra, a Bíblia, nos diz que, se confessarmos os nossos pecados, Ele nos perdoa os pecados (1 Jo 1.9).
O importante é sermos perdoados, quer sintamos ou não. Uma pessoa pode se sentir perdoada e não ter sido perdoada. Nesse caso, seus sentimentos a enganam. Por outro lado, uma pessoa pode ser verdadeiramente perdoada e, mesmo assim, não sentir isso. Que diferença fazem seus sentimentos se a verdade é que Cristo já a perdoou?
O decaído que se arrepende pode saber que está perdoado com base na maior autoridade que existe: a Palavra do Deus Vivo.
5. Temo que, ao me afastar do Senhor, cometi o pecado para o qual não há perdão.
A recaída não é o pecado para o qual não há perdão.
De fato, há pelo menos três pecados para os quais não há perdão mencionados no Novo Testamento, mas podem ser cometidos apenas por incrédulos.
Atribuir os milagres de Jesus, realizados pelo poder do Espírito Santo, ao Diabo é imperdoável. É o mesmo que dizer que o Espírito Santo é o diabo, e, portanto, esta é uma blasfêmia contra o Espírito Santo (Mt 12.22-24).
Professar ser crente e depois repudiar completamente a Cristo é um pecado para o qual não há perdão. Este é o pecado da apostasia mencionado em Hebreus 6.4-6. Não é a mesma coisa que negar a Cristo. Pedro fez isto e foi restaurado. Este é o pecado voluntário de calcar aos pés o Filho de Deus, fazendo de Seu sangue algo impuro, e desprezando o Espírito da graça (Hb 10.29).
Morrer na incredulidade é imperdoável (Jo 8.24). Este é o pecado de recusar-se a crer no Senhor Jesus Cristo, o pecado de morrer sem arrependimento e sem fé no Salvador. A diferença entre o verdadeiro crente e aquele que não é salvo é que o primeiro pode cair várias vezes, mas se levantará novamente.
O Senhor firma os passos do homem bom e no seu caminho se compraz; se cair, não ficará prostrado, porque o Senhor o segura pela mão” (Sl 37.23-24).
Porque sete vezes cairá o justo e se levantará; mas os perversos serão derribados pela calamidade” (Pv 24.16).
6. Creio que o Senhor me perdoou, mas eu não consigo perdoar a mim mesmo.
Para todos aqueles que alguma vez na vida já tiveram uma recaída (e será que existe algum crente que jamais caiu, de uma forma ou de outra?), esta atitude é bastante compreensível. Sentimos nossa completa incapacidade e nosso fracasso de maneira tão profunda.
No entanto, a atitude não é razoável. Se Deus perdoou, por que eu me permitiria ser afligido por sentimentos de culpa?
A fé afirma que o perdão é um fato e se esquece do passado – exceto como uma advertência saudável para não nos afastarmos do Senhor novamente. (William MacDonald -http://www.apaz.com.br)

Extraído do livro Há um caminho de volta para Deus

Um crente pode sofrer uma recaída em sua vida espiritual. No entanto, Deus é o Deus da restauração. Compre aqui »

quarta-feira, 22 de maio de 2013

O Foco Evangélico de Charles Spurgeon - Comentário do Livro de Steven Lawson




O ponto abordado por Steven Lawson neste livro lançado pela Editora Fiel mostra um pouco da intenção proposital do Blog "Focados no Evangelho". É na Cruz de Cristo que emana a Luz, Graça, Perdão, Poder e todas as bençãos espirituais para todo verdadeiro Cristão. Portanto, desejamos ter o Evangelho sempre em foco em nossas postagens bem como em nossos artigos.

Steven Lawson lançou recentemente o livro "O Foco Evangélico de Charles Spurgeon". No livro Lawson apresenta ao leitor a vida e o ministério do grande pregador batista do século XIX, conhecido como o "príncipe dos pregadores", que ensinava ousadamente as doutrinas da graça e, ao mesmo tempo, apresentava a oferta gratuita de salvação em Jesus Cristo. Neste vídeo Lawson explica o que chamou atenção dele em Spurgeon.

O Prefácio do Livro diz o seguinte:

O Foco Evangélico de Charles Spurgeon

Steven Lawson

140 Páginas / Fomato 14x21 / ISBN 978-85-8132-023-6

No Livro "O Foco Evangélico de Charles Spurgeon", quarto da série Um Perfil de Homens Piedosos, Steven Lawson apresenta ao leitor a vida e o ministério do grande pregador batista do século XIX, conhecido como o "príncipe dos pregadores", que ensinava ousadamente as doutrinas da graça e, ao mesmo tempo, apresentava a oferta gratuita de salvação em Jesus Cristo. O própósito desta obra e de toda a série é examinar perfis de homens piedosos, como João Calvino, Jonathan Edwards, John Knox e Spurgeon, que utilizaram seus dons espirituais e suas habilidades ministeriais para promover o reino celestial.

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