Focados no Evangelho

A suficiência da Obra redentora de Jesus Cristo, a autoridade e inspiração das Escrituras, os Atributos de Deus e verdades Essenciais do Evangelho de Cristo.

Pregação Chocante - Paul Washer

Pregação de Paul Washer com mais de um milhão de acessos, A pregação chocante é a mensagem mais conhecida do mesmo. Realmente Chocante.

Série de estudos

Série de estudos focados nas verdades essenciais do Evangelho como a Criação, A queda do Homem, A Redenção em Cristo Jesus, e a consumação de Sua obra, a primeira série trata sobre Justificação.

A IRA DE DEUS

Um dos pontos que mais serão abordados aqui no site. A Seriedade do Pecado, A Justiça de Deus, o Juízo Final e textos Relacionados.

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domingo, 2 de junho de 2013

Deus não poupou o próprio Filho - Jhon Piper




Romanos 8:28–32
28 Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo seu propósito. 29 Porquanto, aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. 30 E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e, aos que justificou, a esses também glorificou. 31 O que diremos, pois, à vista dessas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós? 32 Aquele que não poupou o seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, porventura, não nos dará graciosamente com ele todas as coisas?
Algumas verdades quase nos deixam sem fala. Romanos 8,28-32 quase deixou Paulo assim, sem fala. Todas as coisas cooperam para o seu bem. Deus contempla isso, porque ele o conheceu de antemão, predestinou-o para a glória com Cristo, chamou-o quando estava morto em delitos e pecados, justificou-o livremente em sua graça por meio da fé somente e agora o glorifica pouco a pouco até o dia de sua vinda, quando essa glorificação será consumada com um corpo semelhante ao corpo de Cristo glorioso e ressurreto.
Isso deixa Paulo quase emudecido. Quase. Ele declara: “O que diremos, pois, à vista dessas coisas?” Ouço dois fatos nessas palavras para Paulo e para nós. Ouço: “é difícil encontrar palavras para exprimir esses grandes fatos”. E: “Precisamos encontrar palavras para esses grandes fatos”. Penso que Paulo afirma: “O que então diremos sobre essas coisas?” A resposta é: “Precisamos dizer isso novamente de outro modo”. Precisamos encontrar palavras diferentes e dizer isso uma vez mais. É isso o que ele faz com as palavras: “Se Deus é por nós, quem será contra nós?” É exatamente o que ele está dizendo em todo o texto. Mas ele precisa afirmar de outra maneira.
E precisamos também. Se você compartilhou o Evangelho muitas vezes com uma criança ou um pai, ou amigo, precisa falar novamente, falar de outra maneira. Precisamos escrever outro e-mail, outra carta, ensinar outra lição, erguer outra placa, escrever outro poema, cantar outro hino, exclamar outra sentença à beira da cama sobre a glória de Cristo para um pai prestes a morrer. “O que então diremos sobre essas coisas?” Diremos de outra forma, reiteradamente, até morrermos e, em seguida, por toda a eternidade. Esses fatos sobre a glória de Cristo jamais deixarão de ser dignos de serem expressos de outra maneira.

Deus é por nós

Como Paulo expressa isso dessa vez no versículo 31? Ele expressa: “Se Deus é por nós, quem será contra nós?” E tal fato é resumido na sentença anterior: Deus é por nós e, portanto, ninguém pode ser contra nós. Deus nos conheceu de antemão em amor e nos predestinou para adoção de filhos, chamou-nos da morte, declarou-nos justos e opera em nós de glória em glória até o grande e feliz dia de Cristo. Como diremos isso de novo? Diremos: “Deus é por nós”.
Ó, como é preciosa para nós estas duas palavras: “por nós”. Não há palavras mais temíveis no universo que estas: “Deus é contra nós”. Se a ira poderosa e infinita é contra nós, a aniquilação seria um amável presente de graça. É por essa razão que aqueles que tentam nos persuadir de que a aniquilação representa o julgamento, não o inferno, estão muito distantes de seu verdadeiro conceito. Aniquilação sob a ira de Deus não é julgamento é libertação e alívio (veja Apocalipse 6,16). Não. Não há aniquilação de qualquer ser humano. Vivemos para sempre com Deus contra nós ou com Deus por nós. E todos os que estão em Cristo podem dizer com alegria quase inexprimível: “Deus é por nós”. Ele está do nosso lado.
Agora, não há qualquer condenação para os que estão em Cristo Jesus (Romanos 8,1). Deus está inteiramente a nosso favor e jamais contra nós. Nenhuma de nossas enfermidades é o julgamento de um juiz condenatório. Nenhum de nossos carros estragados ou instrumentos com defeitos são punições de Deus. Nenhum de nossos conflitos conjugais é um sinal de sua ira. Nenhum de nossos empregos perdidos é uma penalidade devido ao pecado. Nenhuma de nossas crianças rebeldes é um estalo do chicote da retribuição divina. Se estivermos em Cristo. Não. Deus é por nós, não contra nós em e através de todas as coisas. Em todo conforto e em todo sofrimento.

Quem é contra nós?

O que significa dizer de outra maneira: “Quem é contra nós?” Estamos ainda no versículo 31: “Se Deus é por nós, quem será contra nós?” A resposta que Paulo espera quando formula essa questão é: “Ninguém pode ser contra nós”. Resposta que nos faz questionar: “Realmente?” “O que isso significa? No versículo 35, haverá tribulação, angústia, perseguição, e espada. O versículo 36 afirma que os cristãos são mortos o dia todo; são considerados ovelhas para o matadouro. Paulo afirmou isso. Assim, o que deseja dizer: “Quem será contra nós?” Penso que ele quer informar que ninguém pode ser bem-sucedido contra nós.
O diabo e os homens corruptos podem torná-lo doente, roubar seu carro, semear as sementes da discórdia em seu casamento, tomar seu emprego, roubar-lhe seu filho. Mas o versículo 28 declara que Deus faz com que todas as coisas cooperem para o seu bem se você o ama. E se essas coisas cooperam finalmente para o seu bem, os desígnios do adversário são frustrados em seus propósitos de serem contra você e são transformados na exaltação de Cristo, santificação da alma, aprofundamento da fé, e bênçãos pelo sofrimento. Se Deus é por você, não lhe poupa dessas coisas. Mas ele planeja o bem onde o adversário planeja o mal (Gênesis 50,20; 45,7). As coisas que são contra você, ele planeja para que sejam a seu favor. Ninguém pode ser vitorioso contra você.
Que impacto isso deveria ter em nossas vidas! Não deveríamos ser semelhantes ao mundo se esses fatos são exatamente assim. A maior parte das pessoas no mundo escolhe esse estilo de vida porque teme a enfermidade, o roubo, o terror, a perda do emprego e muitas outras coisas. Mas para o seguidor de Jesus, o Senhor declara: “Porque os gentios procuram todas essas coisas...; buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino” (veja Mateus 6,32-33). Deus lhe dará o que necessita. E o que perder ou tiver falta no ministério do reino de amor, sacrifício e sofrimento, há de cooperar para o seu bem e lhe retornará de modo designado por Deus cem vezes mais.
Portanto, poste-se diante de seu adversário e pregue o Evangelho, seja em Kankan, em Guiné Bissau; Istambul, na Turquia; ou Tenggara, na Indonésia; ou Minneapolis, em Minnesota. E diga àqueles que até planejam tirar sua vida: “Faça o que deva, mas, no fim, suas palavras e injúrias somente podem aperfeiçoar minha fé e aumentar meu galardão e me enviar ao paraíso com o Jesus Cristo ressurreto”. Ó quão diferente seria se crêssemos que Deus é por nós e ninguém pode ser contra nós!

A lógica consistente do céu

E, agora, o que diremos a respeito disso? O que o apóstolo Paulo acrescentará a esse fato? Ele dirá de outra forma; de uma maneira no versículo 32 que não apenas promete o insucesso de adversários, mas também promete generosidade da parte de Deus que jamais termina, é transbordante e total. E tudo isso Deus promete com base na sólida rocha da morte de seu Filho pelos pecadores. “Aquele que não poupou o seu próprio Filho antes, por todos nós o entregou, porventura, não nos dará graciosamente com ele todas as coisas?”
Certa vez chamei isso de: “A lógica consistente do céu”. É um argumento que procede do superior para o inferior; do difícil para o fácil; do obstáculo quase intransponível para o que pode ser facilmente superado. Uma vez que Deus não poupou o próprio Filho — esse é o grande fato, o mais difícil, o obstáculo intransponível para nossa salvação —, entregando-o à tortura, ao escárnio e à morte que carrega o pecado. Se pode ser realizado, então o que é inferior e fácil seguramente serão feitos: ele nos dá graciosamente tudo o que Cristo comprou para nós — todas as coisas! A lógica consistente do céu.

Seu próprio Filho

Considere as partes dessa lógica. Primeiro, a frase “seu próprio Filho”. Jesus Cristo não foi um homem a quem Deus encontrou e adotou para ser seu Filho na terra. Jesus Cristo é a imagem do Pai pré-existente, de fato sempre existiu, coeterna, não criada e divina em quem habita toda a plenitude da divindade (Colossenses 2,9). Lembre-se de Romanos 8,3, em que Deus “enviou seu próprio Filho em semelhança de carne pecaminosa”. Em outras palavras, o Filho existiu antes de assumir a forma humana. Ele não é um mero profeta. Este é Deus o Filho.
E quando o versículo 32 refere-se a ele como “seu próprio” Filho, o fato é que não há outros e ele é infinitamente precioso para o Pai. Pelo menos duas vezes enquanto Jesus estava na terra, Deus disse: “Este é o meu Filho amado” (Mateus 3,7; 17,5). Em Colossenses 1,13, Paulo o chama de “o Filho do [de Deus] seu amor”. O próprio Jesus narrou a parábola dos lavradores maus na qual os servos do dono da vinha foram espancados e mortos quando vieram colher os frutos. Então, Jesus disse: “Restava-lhe ainda um, seu filho amado” (Marcos 12,6). O único filho é tudo que o Pai tinha. E ele era profundamente amado. E ele o enviou.
Tenho quatro filhos. Não há amor semelhante ao amor de um pai pelo filho. Não compreenda erradamente. Amo minha esposa e amo minha filha. E amo meu pai e meus companheiros da equipe desta igreja e vocês. E não quero dar a entender que o amor de um pai pelos seus filhos é melhor que esses amores mencionados. Quero dizer que é diferente. E esses outros amores que mencionei são também. Mas agora me refiro somente a esse amor: não há amor semelhante ao amor de um pai por um filho.
O fato do Versículo 32 é que esse amor de Deus por seu único Filho foi igual a um obstáculo enorme do tamanho do Monte Everest se interpondo entre ele e nossa redenção. Havia um obstáculo quase intransponível. Deus poderia (deveria) transpor esse elo carinhoso, admirável, precioso, caloroso, afetuoso com seu Filho e entregá-lo para ser enganado, traído, abandonado, ridicularizado, chicoteado, espancado, cuspido e pregado na cruz; perfurado com uma espada como um animal é abatido. Ele realmente faria isso? Ele entregaria o Filho de seu amor? Se ele faria, então qualquer propósito que ele esteja buscando jamais poderia ser impedido. Se esse obstáculo da entrega do Filho de Deus foi transposto em busca do seu bem, então qualquer obstáculo seria.
Deus fez isso? A resposta de Paulo é: sim, e ele formula sua resposta de modo negativo e positivo: “Deus não poupou o Filho, mas o entregou”. Nas palavras “Ele não o poupou”, podemos captar a imensidade da dificuldade e do obstáculo. Deus não teve prazer no sofrimento ou desonra de seu Filho. Esse acontecimento foi algo infinitamente horrível para o Filho de Deus ser tratado dessa forma. O pecado atingiu sua pior fase naquelas horas. O pecado foi exposto em toda sua realidade: um ataque contra Deus. Todo pecado — nosso pecado — é um ataque contra Deus. Uma rejeição de Deus. Um assalto às suas leis, sua verdade, sua perfeição. Mas Deus não poupou seu Filho desse tratamento.

Ele o entregou

Em vez disso, “ele o entregou”. Não perca de vista. Quase tudo que é importante e precioso no universo se concentra aqui nesse momento incomparável no tempo. O amor divino pelo homem e o ódio divino pelo pecado se aglomeram aqui. A soberania absoluta de Deus e o eterno peso da responsabilidade humana e comportamento moral se aglutinam. A sabedoria divina infinita e poder se reúnem aqui — quando Deus entregou seu próprio Filho à morte.
A Bíblia afirma que Judas o traiu (Marcos 3,19) e Pilatos o entregou (Marcos 15,15); Herodes, os judeus e os gentios se ajuntaram contra Jesus (Atos 4,27-28); ele morreu pelos nossos pecados (1 Coríntios 15,3); entregou-se a si mesmo pelos nossos pecados (Gálatas 1,4); carregou em seu corpo nossos pecados (1 Pedro 2,24). E ela até mesmo afirma como já foi mencionado em um dos textos anteriores que o próprio Jesus se entregou, fato citado também em (João 10,17; 19,30). Mas Paulo afirma o fato definitivo no versículo 32. Em e por trás, sob e através de todas essas entregas humanas de Jesus, Deus estava entregando seu Filho à morte. “Sendo este entregue pelo determinado desígnio e presciência de Deus, vós o matastes, crucificando-o por mãos de iníquos” (Atos 2,23). Em Judas, Pilatos, Herodes, as multidões de judeus, os soldados gentios e nosso pecado e a submissão de Jesus como a de um cordeiro, Deus entregou seu Filho. Nada mais supremo aconteceu.

Se isso é verdadeiro, então que acontecerá?

O que diremos à vista dessas coisas? Diremos: “A lógica do céu tem a resposta!” Se Deus entregou seu próprio Filho, então… o quê? Resposta: Ele nos dará com ele certamente e graciosamente todas as coisas. Se Deus não sonegou seu Filho, ele não sonegará nada de nós. Essa é a aquisição e o cumprimento definitivos do Salmo 84,11: “Nenhum bem sonega aos que andam retamente”. Essa é a promessa e o fundamento de 1 Coríntios 2,21-23: “Tudo é vosso: seja Paulo, seja Apolo, seja Cefas, seja o mundo, seja a vida, seja a morte, sejam as coisas presentes, sejam as futuras, tudo é vosso, e vós de Cristo, e Cristo, de Deus”. Esse é o selo da promessa de Efésios 1,3: “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abençoado com toda sorte de bênçãos nas regiões celestiais em Cristo”. Essa é a segurança da promessa de Jesus nas palavras: “Não vos inquieteis, dizendo: ‘Que comeremos? Que beberemos? Ou: com que nos vestiremos?... vosso Pai celeste sabe que necessitais de todas elas; buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas” (Mateus 6,31-33).
Visto que ele não poupou seu próprio Filho, mas o entregou por todos nós, dar-nos-á com certeza moral todas as coisas com ele. Realmente? Todas as coisas? Que dizer da “tribulação, angústia, perseguição, forme, nudez, perigo, ou espada” (Romanos 8,35)? A resposta está nesta magnífica citação de João Flavel, há 350 anos:
“Ele não poupou seu próprio Filho, mas o entregou por todos nós; como ele não nos dará graciosamente com ele todas as coisas?” (Romanos 8,32). Como seria imaginável que Deus deveria sonegar, depois disso, as bênçãos espirituais e temporais de seu povo? Como ele não os chamaria eficazmente, justificaria-os graciosamente, santificaria-os completamente, e os glorificaria eternamente? Ele não os vestiria, não os alimentaria, não os protegeria, não os livraria? Seguramente, se ele não poupou seu próprio Filho de um golpe, uma lágrima, um gemido, um suspiro, uma circunstância de miséria, jamais se poderia imaginar que ele deveria, depois disso tudo, negar ou sonegar de seu povo, por cuja causa todo esse sofrimento aconteceu, quaisquer misericórdias, confortos, privilégios, espiritual ou temporal, que são para o bem deles.
Deus sempre faz o bem por nós. Se crê que ele entregou seu próprio Filho por você e é exatamente nisso o que crê. E que toda a vida cristã é simplesmente o fruto dessa fé. Olhe para Cristo. Olhe para o amor de Deus. Viva em amor. E não tenha mais medo.
18 de Agosto de 2002 | por John Piper | Bíblia: Romanos 8:28–32 | Tópico: O Amor de Deus | Traduzido por: Angela Moraes Pinheiro  - Séries: Romanos: A Maior Carta Já Escrita  
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quinta-feira, 30 de maio de 2013

A Segurança do Perdão - William MacDonald

A Segurança do Perdão

É maravilhoso ser restaurado ao Senhor. Todavia, isto não significa que daí em diante não haverá problemas. Muitos crentes que são trazidos de volta para a comunhão com Deus passam por momentos terríveis de sentimento de culpa, dúvida e depressão; eles têm dificuldade para acreditar que foram realmente perdoados.
Vamos examinar a seguir algumas das dificuldades mais comuns que eles enfrentam:
1. Como posso ter certeza de que Deus me perdoou?
Você pode saber sobre isto por meio da Palavra de Deus. Ele prometeu repetidas vezes perdoar aqueles que confessarem e abandonarem seus pecados. Não há nada no universo tão certo quanto a promessa de Deus. Para saber se Deus o perdoou, você tem que acreditar em Sua Palavra. Ouça estas promessas:
O que encobre as suas transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia” (Pv 28.13).
Desfaço as tuas transgressões como a névoa, e os teus pecados, como a nuvem; torna-te para mim, porque eu te remi” (Is 44.22).
Deixe o perverso o seu caminho, o iníquo, os seus pensamentos; converta-se ao Senhor, que se compadecerá dele, e volte-se para o nosso Deus, porque é rico em perdoar” (Is 55.7).
Vinde e tornemos para o Senhor, porque ele nos despedaçou e nos sarará; fez a ferida e a ligará” (Os 6.1).
Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça” (1 Jo 1.9).
2. Sei que Ele me perdoou no momento em que fui salvo, mas, quando penso nos terríveis pecados que cometi já como crente, é difícil crer que Deus possa me perdoar. A mim parece que pequei contra uma tremenda luz!
Davi cometeu adultério e assassinato; no entanto, Deus o perdoou (2 Sm 12.13).
Pedro negou o Senhor três vezes; todavia, o Senhor o perdoou (Jo 21.15-23).
O perdão de Deus não está limitado aos não salvos. Ele promete perdoar os decaídos também:
Curarei a tua infidelidade, eu de mim mesmo os amarei, porque a minha ira se apartou deles” (Os 14.4).
Se Deus pode nos perdoar quando éramos Seus inimigos, será que Ele vai ser menos perdoador a nós agora que somos Seus filhos?
Porque, se nós, quando inimigos, fomos reconciliados com Deus mediante a morte de Seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida” (Rm 5.10).
Aqueles que temem que Deus não pode perdoá-los estão mais próximos do Senhor do que imaginam porque Deus não consegue resistir a um coração quebrantado (Is 57.15). Ele pode resistir aos orgulhosos e aos que não se dobram, mas não desprezará o homem que verdadeiramente se arrepender (Sl 51.17).
3. Sim, mas como Deus perdoará? Cometi um determinado pecado e Deus me perdoou. Mas já cometi o mesmo pecado várias vezes desde então. Logicamente que Deus não pode perdoar indefinidamente.
Esta dificuldade encontra uma resposta indireta em Mateus 18.21-22: “Então, Pedro, aproximando-se, lhe perguntou: Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lhe perdoe? Até sete vezes? Respondeu-lhe Jesus: Não digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete”.
Aqui, o Senhor ensina que devemos nos perdoar uns aos outros não sete vezes, mas setenta vezes sete, que é outra maneira de dizer indefinidamente.
Bem, se Deus nos ensina a perdoar uns aos outros indefinidamente, com que freqüência Ele nos perdoará? A resposta parece óbvia.
O conhecimento desta verdade não deveria nos fazer negligentes nem tampouco nos estimular a pecar. Por outro lado, esta maravilhosa graça é a mais forte razão pela qual o crente não deve pecar.
4. O problema comigo é que não me sinto perdoado.
Deus nunca pretendeu que a segurança do perdão viesse ao crente através dos sentimentos. Em um dado momento, você pode se sentir perdoado, mas depois, um pouco mais tarde, você poderá se sentir tão culpado quanto possível.
Deus quer que nós saibamos que somos perdoados. E Ele baseou a segurança do perdão naquilo que é a maior certeza do universo. A Sua Palavra, a Bíblia, nos diz que, se confessarmos os nossos pecados, Ele nos perdoa os pecados (1 Jo 1.9).
O importante é sermos perdoados, quer sintamos ou não. Uma pessoa pode se sentir perdoada e não ter sido perdoada. Nesse caso, seus sentimentos a enganam. Por outro lado, uma pessoa pode ser verdadeiramente perdoada e, mesmo assim, não sentir isso. Que diferença fazem seus sentimentos se a verdade é que Cristo já a perdoou?
O decaído que se arrepende pode saber que está perdoado com base na maior autoridade que existe: a Palavra do Deus Vivo.
5. Temo que, ao me afastar do Senhor, cometi o pecado para o qual não há perdão.
A recaída não é o pecado para o qual não há perdão.
De fato, há pelo menos três pecados para os quais não há perdão mencionados no Novo Testamento, mas podem ser cometidos apenas por incrédulos.
Atribuir os milagres de Jesus, realizados pelo poder do Espírito Santo, ao Diabo é imperdoável. É o mesmo que dizer que o Espírito Santo é o diabo, e, portanto, esta é uma blasfêmia contra o Espírito Santo (Mt 12.22-24).
Professar ser crente e depois repudiar completamente a Cristo é um pecado para o qual não há perdão. Este é o pecado da apostasia mencionado em Hebreus 6.4-6. Não é a mesma coisa que negar a Cristo. Pedro fez isto e foi restaurado. Este é o pecado voluntário de calcar aos pés o Filho de Deus, fazendo de Seu sangue algo impuro, e desprezando o Espírito da graça (Hb 10.29).
Morrer na incredulidade é imperdoável (Jo 8.24). Este é o pecado de recusar-se a crer no Senhor Jesus Cristo, o pecado de morrer sem arrependimento e sem fé no Salvador. A diferença entre o verdadeiro crente e aquele que não é salvo é que o primeiro pode cair várias vezes, mas se levantará novamente.
O Senhor firma os passos do homem bom e no seu caminho se compraz; se cair, não ficará prostrado, porque o Senhor o segura pela mão” (Sl 37.23-24).
Porque sete vezes cairá o justo e se levantará; mas os perversos serão derribados pela calamidade” (Pv 24.16).
6. Creio que o Senhor me perdoou, mas eu não consigo perdoar a mim mesmo.
Para todos aqueles que alguma vez na vida já tiveram uma recaída (e será que existe algum crente que jamais caiu, de uma forma ou de outra?), esta atitude é bastante compreensível. Sentimos nossa completa incapacidade e nosso fracasso de maneira tão profunda.
No entanto, a atitude não é razoável. Se Deus perdoou, por que eu me permitiria ser afligido por sentimentos de culpa?
A fé afirma que o perdão é um fato e se esquece do passado – exceto como uma advertência saudável para não nos afastarmos do Senhor novamente. (William MacDonald -http://www.apaz.com.br)

Extraído do livro Há um caminho de volta para Deus

Um crente pode sofrer uma recaída em sua vida espiritual. No entanto, Deus é o Deus da restauração. Compre aqui »

quarta-feira, 22 de maio de 2013

O Foco Evangélico de Charles Spurgeon - Comentário do Livro de Steven Lawson




O ponto abordado por Steven Lawson neste livro lançado pela Editora Fiel mostra um pouco da intenção proposital do Blog "Focados no Evangelho". É na Cruz de Cristo que emana a Luz, Graça, Perdão, Poder e todas as bençãos espirituais para todo verdadeiro Cristão. Portanto, desejamos ter o Evangelho sempre em foco em nossas postagens bem como em nossos artigos.

Steven Lawson lançou recentemente o livro "O Foco Evangélico de Charles Spurgeon". No livro Lawson apresenta ao leitor a vida e o ministério do grande pregador batista do século XIX, conhecido como o "príncipe dos pregadores", que ensinava ousadamente as doutrinas da graça e, ao mesmo tempo, apresentava a oferta gratuita de salvação em Jesus Cristo. Neste vídeo Lawson explica o que chamou atenção dele em Spurgeon.

O Prefácio do Livro diz o seguinte:

O Foco Evangélico de Charles Spurgeon

Steven Lawson

140 Páginas / Fomato 14x21 / ISBN 978-85-8132-023-6

No Livro "O Foco Evangélico de Charles Spurgeon", quarto da série Um Perfil de Homens Piedosos, Steven Lawson apresenta ao leitor a vida e o ministério do grande pregador batista do século XIX, conhecido como o "príncipe dos pregadores", que ensinava ousadamente as doutrinas da graça e, ao mesmo tempo, apresentava a oferta gratuita de salvação em Jesus Cristo. O própósito desta obra e de toda a série é examinar perfis de homens piedosos, como João Calvino, Jonathan Edwards, John Knox e Spurgeon, que utilizaram seus dons espirituais e suas habilidades ministeriais para promover o reino celestial.

Para comprar o livro clique aqui

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Poema Cristão - Jesus tu és diferente (autor desconhecido)








POEMA - Jesus, Tu és diferente

Tu ficaste ao lado da mulher adúltera,
quando todos se afastavam dela.

Tu entraste na casa do publicano,
quando todos se revoltavam contra ele.

Tu chamaste as crianças para junto de Ti,
quando todos queriam mandá-las embora.

Tu perdoaste a Pedro,
quando ele próprio se condenava.

Tu elogiaste a viúva pobre,
quando todos a ignoravam.

Tu resististe ao diabo,
quando todos teriam sucumbido à sua tentação.

Tu prometeste o paraíso ao malfeitor,
quando todos lhe desejavam o inferno.

Tu chamaste Paulo para Te seguir,
quando todos o temiam como perseguidor.

Tu fugiste do sucesso,
quando todos queriam fazer-te rei.

Tu amaste os pobres,
quando todos buscavam riquezas.

Tu curaste os enfermos,
quando foram abandonados pelos outros.

Tu calaste,
quando todos Te acusavam, batiam em Ti e zombavam de Ti.

Tu morreste na cruz,
quando todos festejavam a páscoa.

Tu assumiste a culpa,
quando todos lavavam suas mãos na inocência.

Tu ressuscitaste da morte,
quando todos pensavam que estavas derrotado.
Jesus, eu te agradeço porque Tu és único!

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Necessário vos é nascer de novo (Keith Mathison)


mathison-nascer

Eu me lembro nitidamente dos nascimentos dos meus dois filhos. Embora eles tenham nascido com uma diferença de seis anos, eu me lembro da preparação para cada viagem ao hospital. O caminho até lá. Acompanhar minha esposa até o elevador Os quartos, os monitores, as enfermeiras, médicos e membros da família. A antecipação e a espera. Mais do que tudo eu lembro ver meus filhos pela primeira vez e olhar o rosto da minha esposa quando as enfermeiras lhe passavam essas pessoinhas bem empacotadas. Olhei para o alto agora e vi uma fotografia que tiraram de mim segurando minha filha recém-nascida doze anos e meio atrás. O nascimento de um filho é realmente uma experiência maravilhosa e inesquecível.
Por mais maravilhoso que o nascimento de um filho seja, ele empalidece em comparação com o milagre do nascimento espiritual. Veja, meus filhos nasceram fisicamente saudáveis, e por isso eu agradeço a Deus. Mas eles, como todo descendente de Adão, eram espiritualmente natimortos. Eles nasceram espiritualmente mortos, e não estão sozinhos. Você e eu e todas as outras pessoas nascemos mortos — mortos em pecado (veja Efésios 2:1). Nós nascemos mortos por causa do pecado de nosso representante Adão. O apóstolo Paulo nos ensina que “por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram” (Romanos 5:12). E a morte espiritual não é o fim disso. Mesmo que sejamos nascidos fisicamente saudáveis, nossa morte espiritual será seguida em algum momento por nossa morte física: “Porque tu és pó e ao pó tornarás” (Gênesis 3:19).
É por essa razão que Jesus disse a Nicodemos: “Necessário vos é nascer de novo” (João 3:7 – AA). Os espiritualmente mortos não podem entrar na santa presença de Deus. “Se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus” (João 3:3). Para ver o reino de Deus, então, o natimorto espiritual deve ser trazido à vida. Deve haver uma ressurreição espiritual.
Deve haver nova vida, vida eterna. “Necessário vos é nascer de novo.” As palavras de Jesus confundiram a Nicodemos. “Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, voltar ao ventre materno e nascer segunda vez?” (João 3:4). Aqui Nicodemos nos dá uma aula de não entender.
Nicodemos não está sozinho. Há um grande números de cristãos professos que não entendem. Ao ouvir alguns falarem, você pensa que Jesus disse apenas: “Você precisa ficar bem de novo.” De acordo com muitos, nós não estamos espiritualmente mortos, mas estamos simplesmente doentes. Estamos em nossos leitos de morte, e Jesus nos oferece a cura. Tudo o que temos que fazer é estender a mão e pegar. Ou estamos nos afogando e Jesus nos oferece uma boia salva-vidas, e tudo o que temos que fazer é agarrá-la para salvar nossas vidas. O quadro pintado por Jesus e os apóstolos, contudo, é muito mais deserto. Em nosso estado natural adâmico, nós não estamos em nossos leitos de morte. Estamos no túmulo. Não estamos flutuando na superfície do mar. Estamos sem vida no fundo do oceano. Estamos mortos.
Este é o ponto que Nicodemos e nós devemos entender. Quando Jesus diz a Nicodemos que ele deve nascer de novo, ele está indicando que isso não é algo que Nicodemos pode fazer por si próprio. Assim como nós não tivemos controle no nosso nascimento físico, nós não temos controle em nosso nascimento espiritual. Trata-se da obra soberana do Espírito Santo. Aqueles que dizem que estamos apenas espiritualmente feridos dirão que podemos ser regenerados, nascidos de novo, colocando nossa fé em Cristo. Isso, contudo, coloca tudo exatamente ao contrário. Nós não cremos para sermos regenerados; nós devemos ser regenerados para que possamos crer. A regeneração precede a fé.
Nossa situação espiritual é similar de algumas maneiras àquela de Lázaro no túmulo (veja João 11). Lázaro estava morto. Ele não podia fazer nada em e por si mesmo para ganhar nova vida. Jesus ordenou que Lázaro saísse do túmulo, mas Lázaro não poderia reagir a menos que Deus lhe desse, em primeiro lugar, vida. Da mesma maneira, estamos espiritualmente mortos e não podemos fazer nada para ganhar vida espiritual. Jesus nos ordena a crer nele, mas não podemos reagir a menos que Deus, em primeiro lugar, nos dê vida espiritual. Jesus nos dá sua nova vida porque ele venceu a morte; de uma vez por todas. Como Pedro explica: “Segundo a sua muita misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos” (1 Pedro 1:3).
Se você é um cristão, considere o que Deus fez por você. Considere o fato de que você nasceu morto em pecado. Jesus veio ao seu túmulo. Ele ordenou que você saísse e lhe deu vida espiritual e fé. Agora você nasceu de novo e é um filho adotado de Deus (João 1:12). Você é um coerdeiro com Cristo. E embora seu corpo físico ainda vá morrer, você pode descansar em segurança na esperança da ressurreição. Aqueles em Cristo serão ressuscitados (1 Coríntios 15:22). Nosso corpo presente é perecível, mas ele será levantado imperecível, para nunca mais morrer. Quando Deus nos ressuscita, a morte será finalmente engolida pela vitória


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Por Keith Mathison. Extraído do site www.ligonier.org. © 2013 Ligonier Ministries. Original: You Must Be Born Again
Este artigo faz parte da edição de Fevereiro de 2013 da revista Tabletalk sobre “União com Cristo”.
Tradução: Alan Cristie. Ministério Fiel © Todos os direitos reservados. Original: Necessário vos é nascer de novo (Keith Mathison)
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