Focados no Evangelho

A suficiência da Obra redentora de Jesus Cristo, a autoridade e inspiração das Escrituras, os Atributos de Deus e verdades Essenciais do Evangelho de Cristo.

Pregação Chocante - Paul Washer

Pregação de Paul Washer com mais de um milhão de acessos, A pregação chocante é a mensagem mais conhecida do mesmo. Realmente Chocante.

Série de estudos

Série de estudos focados nas verdades essenciais do Evangelho como a Criação, A queda do Homem, A Redenção em Cristo Jesus, e a consumação de Sua obra, a primeira série trata sobre Justificação.

A IRA DE DEUS

Um dos pontos que mais serão abordados aqui no site. A Seriedade do Pecado, A Justiça de Deus, o Juízo Final e textos Relacionados.

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sexta-feira, 3 de junho de 2016

Pregação - Ninguém despreze a tua mocidade - 1 Timóteo 4:12


Pregação -  Ninguém despreze a tua mocidade - 1 Timóteo 4:12



terça-feira, 11 de junho de 2013

O Efeito do Pecado - Paulo Junior (defesa do evangelho)



“E disse ela: Os filisteus vêm sobre ti, Sansão. E despertou ele do seu sono, e disse: Sairei ainda esta vez como dantes, e me sacudirei. Porque ele não sabia que já o SENHOR se tinha retirado dele”.  Jz 16.10
Trataremos nessa mensagem de hoje sobre um dos temas mais terríveis da cristandade, porém pouco mencionado nos púlpitos atuais: o efeito do pecado, isto é, suas consequências.
Primeiramente, relembremos rapidamente o que é pecado – já que muitos cristãos hoje em dia parecem não saber o que é. Pecado é transgressão à Lei de Deus, é iniquidade, é desobediência a Deus e seus preceitos, é sair dos Seus retos caminhos e se rebelar contra Ele, quebrando sua Lei, ou seja, coisa muito comum nos dias atuais por parte dos ímpios e também para boa parte dos cristãos. Mas não trataremos hoje propriamente do pecado e sim das suas trágicas consequências. É muito importante abordar o poder letal, degradável e destruidor que tem o pecado, pois isso nos traz reflexões, consciência do perigo que corremos e, consequentemente, temor e arrependimento.
Quero usar nesse tema o personagem descrito no versículo acima, tirado do livro de Juízes: Sansão. Sansão foi chamado para ser juiz de Israel e durante vinte anos julgou Israel, sendo o responsável por guardar os israelitas e libertá-los da opressão dos filisteus. Sansão, desde sua infância possuía um voto com Deus, era nazireu de Deus (veja Nm 6.1-21), não podia ser dado ao vinho, nem à prostituição e nem navalha poderia passar sobre sua cabeça, resumindo, Sansão era separado para o ministério: como juiz, deveria andar debaixo de um conjunto de normas e regras, tendo uma conduta exemplar diante de Israel e permanecendo obediente às leis de Deus.
Infelizmente Sansão andou de forma contrária a todas as regras estabelecidas por Deus, quebrando todos os princípios. Violando de tal maneira a Lei de Deus, Sansão pecou desenfreadamente e o livro de Juízes, do capítulo 13 ao 16 descreve claramente seus inúmeros delitos: Sansão dormiu com uma prostituta, tocou no corpo de um animal morto, casou-se com uma filisteia, mentiu várias vezes e, por último, em seu relacionamento com Dalila – mulher do vale de Soreque – revelou seu segredo tendo os cabelos cortados, quebrando totalmente seu voto de nazireado.
…chamado para ser juiz de Israel… andou de forma contrária a todas as regras estabelecidas por Deus
Sansão era conhecido por sua grande força física: quando o Espirito de Deus vinha sobre ele, ele se tornava o homem mais forte da Terra: imbatível, indestrutível, intocável, pois a graça, a misericórdia e o poder de Deus estavam sobre Sansão. Contudo, houve um fator que destruiu Sansão, que o arruinou para o resto de sua vida, esse fator, esse item, foi o pecado. Gostaria agora de mostrar o efeito do pecado na vida de Sansão, pois Paulo em sua epístola aos Gálatas escreve: “tudo que o homem semear isso ceifará” (Gl 6.7). Sansão semeou pecado e veremos agora quais consequências ele colheu.
Primeira consequência: A misericórdia de Deus é retirada.
“E sucedeu que, importunando-o ela todos os dias com as suas palavras, e molestando-o, a sua alma se angustiou até a morte. E descobriu-lhe todo o seu coração, e disse-lhe: Nunca passou navalha pela minha cabeça, porque sou nazireu de Deus desde o ventre de minha mãe; se viesse a ser rapado, ir-se-ia de mim a minha força, e me enfraqueceria, e seria como qualquer outro homem”. Jz 16.16-17
Se você notar, mesmo Sansão vivendo em pecado, Deus sempre o livrava das mãos dos filisteus, como notamos em (Jz 16.9). Isso sucedeu várias vezes, porém, nos versículos 16 e 17 do mesmo capítulo vemos que a misericórdia de Deus é retirada! Dalila o molesta de tal maneira, intentando descobrir o segredo da sua força, que Sansão revela a ela, dizendo: “nunca subiu navalha na minha cabeça”. Deus permitiu que sua fraqueza fosse exposta, seu ponto fraco uma grande brecha para sua queda.
Meu querido irmão, essa é a primeira consequência daqueles que estão vivendo uma vida de pecado, daqueles que estão brincado com pecados ocultos e dizem: “Deus ainda me honra, tenho respostas de orações, recebo alguma promoção aqui e outra ali, algumas bênçãos vem sobre mim e sobre minha família, continuo subindo no altar e cantando bem ou estou diante de um púlpito pregando com eloquência, recebendo elogios e até vendo frutos.
Isso ocorre pelo que está escrito em Lamentações 3.22: “As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos”. Mas, invariavelmente, uma hora a misericórdia será retirada como ocorreu com Sansão! Aí sua vergonha será exposta, seus delitos contra Deus não ficarão impunes, cedo ou tarde isso será revelado e você poderá ser humilhado e exposto como o foi o rei Davi, quando pecou com Bate-Seba. Talvez você diga: “a misericórdia de Deus é muito grande”. Sim ela é. Ele é tardio em se irar (Na 1.3), mas preste muita atenção ao que o versículo diz: “Ele é tardio”, isso não significa que Ele nunca vai se irar! Veja o que diz em Jeremias 16.13: “porque não usarei de misericórdia convosco”. Para você que está vivendo uma vida de pecados ocultos, a qualquer hora a misericórdia poderá ser retirada e você estará totalmente entregue às mãos do inimigo!
Segunda consequência: A perda de sua força.
“(…) e retirou-se dele a sua força”. Jz 16.19
Como eu havia dito antes, Sansão era conhecido por sua estrondosa força física, mas pelos seus pecados sua força se foi, Sansão ficou fraco, sem qualquer possibilidade de vencer uma luta ou guerra; Sansão estava inofensivo diante do seu inimigo: os filisteus. Agora ele tinha se tornado um homem comum: não detinha mais o poder sobrenatural que lhe confiava grande força.
Eis a segunda consequência do pecado: perdemos a força, ficamos fracos, não temos força para orar, não temos força para estudar a Palavra, não temos força para uma vida cristã saudável e, principalmente, não temos força para enfrentar o nosso inimigo: Satanás e seus exércitos. Com uma vida em pecado, não temos a menor chance contra ele! A força espiritual que nos revestia e as qualidades espirituais se foram devido ao pecado. Um dia já tivemos força, ânimo, poder, autoridade; lembra-se quando você não tinha medo de ninguém e tinha disposição para fazer qualquer coisa que dissesse respeito a Cristo e sua obra? Agora você se pergunta por que está tão fraco, desanimado, incrédulo, com anemia espiritual; às vezes você pensa que é culpa de alguém, que é o diabo que está causando essa fraqueza; às vezes atribui que é a vontade de Deus, que é um tempo ou uma fase em sua vida e nunca que se trata do efeito do pecado de uma vida cheia de brechas e engano!
Talvez possa ser isso que está tirando sua força, meu querido irmão! Não é esse nem aquele fator: é consequência do pecado! O pecado enfraquece, corrói, destrói e mina as forças de qualquer cristão conhecedor das Escrituras, mas que a transgride voluntariamente. Se você está assim: não tem força para mais nada na sua vida, mesmo sendo cristão, examine sua vida à luz da Bíblia e veja quais brechas você tem dado e em quais pecados você está envolvido.
Terceira consequência: Ausência da presença de Deus. (cap. 16.20)
“(…) Porque ele não sabia que já o SENHOR se tinha retirado dele”. Jz 16.20
É um grande erro pensarmos que Deus, por causa de Seu amor, é conivente com nossas ações pecaminosas, pois Ele não tolera o pecado e também não tolera o pecador (Na 1.3) e também Deus não tem comunhão nem caminha com ímpios (Sl 1, 2Co 6.14-16). O Espírito de Deus, a presença de Deus se retirou de Sansão, essa é a mais trágica consequência que o pecado traz sobre nós: a ausência de Deus.
Davi sentiu exatamente isso quando cometeu seus gravíssimos pecados e ele sabia o perigo que corria de ocorrer o mesmo em sua vida, quando escreveu o Salmo 51.11: “Não me lances fora da tua presença, e não retires de mim o teu Espírito Santo.” Davi sabia que uma vida de pecado, que delitos graves, conscientes, praticados contra Deus e Sua Palavra, poderiam leva-lo a ausência de Deus.
Essa é a terceira consequência: perder Sua presença. O que somos nós sem o Espírito de Deus, sem a Sua presença para nos guiar, nos regenerar, nos policiar, nos advertir? Ela é o fluxo de vida da Igreja, o fluxo de vida do cristão. Sem a presença de Deus estamos mortos, entregues a sorte, ao mundo, e aos desejos da carne. Como cegos em um mundo sem luz, completamente perdidos e sem direção: eis o que ocorre com aqueles que estão vivendo uma vida de pecado.Então te pergunto: quantos cristãos dentro da Igreja não estão em pecado? Quantos ministérios de louvor e da Palavra não estão em pecado? Quantas igrejas inteiras não têm seus alicerces fundamentados no pecado? Mas ainda prevalecem, ainda funcionam normalmente, entretanto, sem saber que sutilmente a presença de Deus já os deixou faz muito tempo.
Notem o que o versículo diz: “Nao sabia Sansão”. Ele nem percebeu, tinha se tornado insensível, carnal, não diferenciava mais o santo do profano, assim é a vida de muitos cristãos. Estão regendo suas vidas e ministérios na emoção, na carne, no intelecto. Só que tem outra questão importantíssima, que eu não poderia deixar de abordar: se há ausencia de um espírito, há a presença de outro! Não ficamos sozinhos, vazios. Se o Espírito de Deus sai, o espírito do mal entra, assim Satanás e seus demônios passam a dominar aquela pessoa.
Veja o exemplo do rei Saul: “E o Espírito do SENHOR se retirou de Saul, e atormentava-o um espírito mau da parte do SENHOR.” (1Sm 16.14). Essa consequência é inevitável. Agora eu te pergunto: será que você que está escondendo todos esses pecados, transgredindo a Lei de Deus diariamente não está tendo a sua vida e o seu ministério regidos por Satanás? Meu Deus do céu, que condição execrável se encontra tal homem, tal mulher, tal denominação, que estão edificando Sião com sangue e Jerusalem com iniquidade! (Mq 3.10)
Quarta consequência: Cegueira.
“(…) Então os filisteus pegaram nele, e arrancaram-lhe os olhos”. Jz 16.21
Os filisteus vêm, vazam os olhos de Sansão e os arrancam, deixando-o totalmente cego. Essa é a quarta consequência: cegueira. Uma pessoa que vive na prática do pecado não tem mais discernimento espiritual, não sabe mais por qual caminho anda, não sabe quando houver decisões a tomar quais serão as corretas, fecham negócios errados, “batem cabeça” de um lado para o outro, tem atitudes incoerentes, pensa estar fazendo o bem, quando na verdade está fazendo o mal!
Veja o que diz Provérbios 14.12: “Há um caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte”. Será que você não está assim: caminhando por veredas que aos seus olhos são saudáveis, no emprego, no relacionamento, no que diz respeito à Igreja, mas na verdade está em completa cegueira, cavando covas nas quais você mesmo cairá? Será que você não está magoando pessoas, ferindo sua família, oferecendo fogo estranho no altar do Senhor e achando que tudo isso é correto, que tudo isso é benefíco e que Deus ainda está te aprovando?
Sinto te dizer: se você estiver vivendo uma vida de pecado, é exatamente assim que a sua vida se encontra! Você não pode dar crédito a si mesmo! Como se fiar em um cristão conhecedor da Lei que ao mesmo tempo é transgressor da mesma?! Tal pessoa, tal crente, não é digno de confiança, nem é digno de em si próprio confiar, pois a quarta consequência de uma vida de pecado é a cegueira.
Quinta consequência: Ficar amarrado.
“(…) e amarraram-no com duas cadeias de bronze (…).” Jz 16.21
Depois de cegar a Sansão, os filisteus o tomaram e amarraram com duas cadeias de bronze, anulando assim qualquer movimento extenso de Sansão. Essa é a quinta consequência: uma vida amarrada, limitada, atrofiada.
Será que sua vida não está assim? Todas as áreas emperradas: casamento em crise, filhos rebeldes, dívidas por todos os lados, doenças, nada anda bem, você se sente totalmente amarrado, portas fechadas, o “não” passou a ser seu companheiro. Você atribui isso ao governo, à economia, põe e culpa no diabo, nos familiares, xinga, murmura, blasfema e esquece de pensar: talvez tudo isso é efeito dos meus pecados, de uma vida cristã relaxada, desregrada?
Note uma coisa: uma pessoa amarrada não está totalmente impossibilitada de fazer as coisas. Tal pessoa possui ainda alguns movimentos: ela pode andar, mexer as mãos, a boca, os olhos, porém, as cadeias de bronze são pesadas, ela está atada, ela tem seus movimentos limitados! Dessa forma é a vida de uma pessoa amarrada: ela não deixa de fazer nada, entretanto, todas as suas ações e áreas da sua vida são limitadas. Não conseque concluir nada que inicia, nem ter progresso e sucesso nos seus projetos, pois está amarrada.
Outro detalhe importante: as cadeias são de bronze, são impossíveis de ser quebradas pela força humana, necessitam de uma força sobrenatural para serem quebradas, mas como o pecado retirou essa força – a presença de Deus – essa pessoa jamais conseguirá se libertar. Isso implica que, por seus pecados, essa pessoa está condenada a uma vida cristã sofrível, arruinada e infeliz.
Sexta consequência: Escravidão.
“(…) e girava ele um moinho no cárcere”. Jz 16.21
Depois de ser acorrentado, Sansão foi colocado em uma prisão, numa masmorra, foi condenado a ficar ali trabalhando num moinho. Essa é a sexta consequência: o pecado nos faz escravos, pois Pedro diz: “(…) Porque de quem alguém é vencido, do tal faz-se também servo”. (2Pe 2.19).
Sansão foi vencido pelo pecado, se tornou escravo dele, sujeitando-se aos seus moldes, ao seu domínio e ao seu poder destruidor. Também se tornou escravo de outro inimigo, porque estava no cárcere dos filisteus, era então prisioneiro dos filisteus, escravo deles, estava sujeito às suas ordens e vontades. Dessa maneira ocorre na vida daqueles que vivem em pecado: se tornam escravos do nosso inimigo, o diabo. E querendo ou não, sabendo ou não, estão sujeitados a sua vontade! Você já parou para pensar que consequência trágica ser escravo do diabo, depois de ter a liberdade em Cristo, depois de ter acesso ao sangue da nova e eterna aliança que veio do Calvário, depois de gozar da redenção e da verdade que liberta (Jo 8.32) se tornar de novo escravo de Satanás, voltar para suas garras maléficas, como isso pode ser possível? A resposta você sabe: pecado.
O diabo é legalista, atua usando princípios da Lei de Deus, quando a quebramos, por mais que Deus seja misericordioso e perdoador, a quebra contínua e voluntária dará autoridade para Satanás nos tocar e nos dominar. Essa então foi a sexta consequência do pecado ilustrada na vida de Sansão.
Como, então, evitar todas essas consequências?
Você que está lendo deve pensar: “que mensagem dura, que pavor veio ao meu coração ao ler isso, pois me identifico com muitas coisas que estão aqui escritas, o que devo fazer então”?
Se você foi confrontado pela Palavra de Deus, como todo homem deve ser, se ela trouxe luz e revelação daquilo que você está fazendo e pela Palavra você viu que é pecado e que todas essas consequências estão ocorrendo em sua vida, só há uma maneira de anular o efeito do pecado; é o arrependimento.Veja o que diz Provérbios 28.13: “O que encobre as suas transgressões nunca prosperará, mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia”. Confessar nossos pecados, arrepender-nos dos mesmos, pedir a misericórdia do Senhor, foi isso que Sansão fez – completamente desnorteado e destruído pela força descomunal do pecado ainda houve solução para Sansão – em Juízes 16.28 ele clamou ao Senhor dizendo: “Senhor Jeová, peço que te lembre de mim, esforça-me agora, só essa vez”!
Sansão com essa frase – e com o tempo sofrido de cárcere – mostra arrependimento. A força de Sansão volta novamente, então ele abraça as duas colunas do templo dos filisteus e as derruba, matando todos os filisteus daquele lugar. Quer dizer que você sabe que Sansão se arrependeu e foi perdoado? Sim, pois ele é citado em Hebreus 11.32 na galeria dos heróis da fé!
Esse é o caminho meu caro leitor: deixe sua vida de pecados, antes que seja tarde demais, antes que não haja mais remédio, antes que você seja exposto e envergonhado e colha consequências irreversíveis a você e a sua família, pois o salário do pecado é a morte (Rm 6.23).
Você pode estar correndo o risco de ser fulminado pelo pecado aqui nesta terra e ainda padecer a eternidade no inferno! Não estou dizendo de um deslize, de uma fraqueza momentânea que todos nós estamos sujeitos, estou dizendo de uma vida na lama do pecado, estou dizendo de pecados maquinados, premeditados.
Lembre-se do que diz a 1João 1.9: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça”. Para aqueles que confessam e se arrependem há perdão de Deus, há sangue suficiente para te purificar, há graça abundante sendo derramada sobre você, da mesma forma que foi com o filho pródigo, que arrependido voltou ao lar e foi completamente restaurado e perdoado (Lc 15.11-32). Como Paulo escreveu para aqueles que estão em Cristo, que são nascidos de novo: “Porque o pecado não terá domínio sobre vós”. (Rm 6.14).
Paulo Junior

– Para baixar esse texto clique aqui 

domingo, 2 de junho de 2013

Deus não poupou o próprio Filho - Jhon Piper




Romanos 8:28–32
28 Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo seu propósito. 29 Porquanto, aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. 30 E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e, aos que justificou, a esses também glorificou. 31 O que diremos, pois, à vista dessas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós? 32 Aquele que não poupou o seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, porventura, não nos dará graciosamente com ele todas as coisas?
Algumas verdades quase nos deixam sem fala. Romanos 8,28-32 quase deixou Paulo assim, sem fala. Todas as coisas cooperam para o seu bem. Deus contempla isso, porque ele o conheceu de antemão, predestinou-o para a glória com Cristo, chamou-o quando estava morto em delitos e pecados, justificou-o livremente em sua graça por meio da fé somente e agora o glorifica pouco a pouco até o dia de sua vinda, quando essa glorificação será consumada com um corpo semelhante ao corpo de Cristo glorioso e ressurreto.
Isso deixa Paulo quase emudecido. Quase. Ele declara: “O que diremos, pois, à vista dessas coisas?” Ouço dois fatos nessas palavras para Paulo e para nós. Ouço: “é difícil encontrar palavras para exprimir esses grandes fatos”. E: “Precisamos encontrar palavras para esses grandes fatos”. Penso que Paulo afirma: “O que então diremos sobre essas coisas?” A resposta é: “Precisamos dizer isso novamente de outro modo”. Precisamos encontrar palavras diferentes e dizer isso uma vez mais. É isso o que ele faz com as palavras: “Se Deus é por nós, quem será contra nós?” É exatamente o que ele está dizendo em todo o texto. Mas ele precisa afirmar de outra maneira.
E precisamos também. Se você compartilhou o Evangelho muitas vezes com uma criança ou um pai, ou amigo, precisa falar novamente, falar de outra maneira. Precisamos escrever outro e-mail, outra carta, ensinar outra lição, erguer outra placa, escrever outro poema, cantar outro hino, exclamar outra sentença à beira da cama sobre a glória de Cristo para um pai prestes a morrer. “O que então diremos sobre essas coisas?” Diremos de outra forma, reiteradamente, até morrermos e, em seguida, por toda a eternidade. Esses fatos sobre a glória de Cristo jamais deixarão de ser dignos de serem expressos de outra maneira.

Deus é por nós

Como Paulo expressa isso dessa vez no versículo 31? Ele expressa: “Se Deus é por nós, quem será contra nós?” E tal fato é resumido na sentença anterior: Deus é por nós e, portanto, ninguém pode ser contra nós. Deus nos conheceu de antemão em amor e nos predestinou para adoção de filhos, chamou-nos da morte, declarou-nos justos e opera em nós de glória em glória até o grande e feliz dia de Cristo. Como diremos isso de novo? Diremos: “Deus é por nós”.
Ó, como é preciosa para nós estas duas palavras: “por nós”. Não há palavras mais temíveis no universo que estas: “Deus é contra nós”. Se a ira poderosa e infinita é contra nós, a aniquilação seria um amável presente de graça. É por essa razão que aqueles que tentam nos persuadir de que a aniquilação representa o julgamento, não o inferno, estão muito distantes de seu verdadeiro conceito. Aniquilação sob a ira de Deus não é julgamento é libertação e alívio (veja Apocalipse 6,16). Não. Não há aniquilação de qualquer ser humano. Vivemos para sempre com Deus contra nós ou com Deus por nós. E todos os que estão em Cristo podem dizer com alegria quase inexprimível: “Deus é por nós”. Ele está do nosso lado.
Agora, não há qualquer condenação para os que estão em Cristo Jesus (Romanos 8,1). Deus está inteiramente a nosso favor e jamais contra nós. Nenhuma de nossas enfermidades é o julgamento de um juiz condenatório. Nenhum de nossos carros estragados ou instrumentos com defeitos são punições de Deus. Nenhum de nossos conflitos conjugais é um sinal de sua ira. Nenhum de nossos empregos perdidos é uma penalidade devido ao pecado. Nenhuma de nossas crianças rebeldes é um estalo do chicote da retribuição divina. Se estivermos em Cristo. Não. Deus é por nós, não contra nós em e através de todas as coisas. Em todo conforto e em todo sofrimento.

Quem é contra nós?

O que significa dizer de outra maneira: “Quem é contra nós?” Estamos ainda no versículo 31: “Se Deus é por nós, quem será contra nós?” A resposta que Paulo espera quando formula essa questão é: “Ninguém pode ser contra nós”. Resposta que nos faz questionar: “Realmente?” “O que isso significa? No versículo 35, haverá tribulação, angústia, perseguição, e espada. O versículo 36 afirma que os cristãos são mortos o dia todo; são considerados ovelhas para o matadouro. Paulo afirmou isso. Assim, o que deseja dizer: “Quem será contra nós?” Penso que ele quer informar que ninguém pode ser bem-sucedido contra nós.
O diabo e os homens corruptos podem torná-lo doente, roubar seu carro, semear as sementes da discórdia em seu casamento, tomar seu emprego, roubar-lhe seu filho. Mas o versículo 28 declara que Deus faz com que todas as coisas cooperem para o seu bem se você o ama. E se essas coisas cooperam finalmente para o seu bem, os desígnios do adversário são frustrados em seus propósitos de serem contra você e são transformados na exaltação de Cristo, santificação da alma, aprofundamento da fé, e bênçãos pelo sofrimento. Se Deus é por você, não lhe poupa dessas coisas. Mas ele planeja o bem onde o adversário planeja o mal (Gênesis 50,20; 45,7). As coisas que são contra você, ele planeja para que sejam a seu favor. Ninguém pode ser vitorioso contra você.
Que impacto isso deveria ter em nossas vidas! Não deveríamos ser semelhantes ao mundo se esses fatos são exatamente assim. A maior parte das pessoas no mundo escolhe esse estilo de vida porque teme a enfermidade, o roubo, o terror, a perda do emprego e muitas outras coisas. Mas para o seguidor de Jesus, o Senhor declara: “Porque os gentios procuram todas essas coisas...; buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino” (veja Mateus 6,32-33). Deus lhe dará o que necessita. E o que perder ou tiver falta no ministério do reino de amor, sacrifício e sofrimento, há de cooperar para o seu bem e lhe retornará de modo designado por Deus cem vezes mais.
Portanto, poste-se diante de seu adversário e pregue o Evangelho, seja em Kankan, em Guiné Bissau; Istambul, na Turquia; ou Tenggara, na Indonésia; ou Minneapolis, em Minnesota. E diga àqueles que até planejam tirar sua vida: “Faça o que deva, mas, no fim, suas palavras e injúrias somente podem aperfeiçoar minha fé e aumentar meu galardão e me enviar ao paraíso com o Jesus Cristo ressurreto”. Ó quão diferente seria se crêssemos que Deus é por nós e ninguém pode ser contra nós!

A lógica consistente do céu

E, agora, o que diremos a respeito disso? O que o apóstolo Paulo acrescentará a esse fato? Ele dirá de outra forma; de uma maneira no versículo 32 que não apenas promete o insucesso de adversários, mas também promete generosidade da parte de Deus que jamais termina, é transbordante e total. E tudo isso Deus promete com base na sólida rocha da morte de seu Filho pelos pecadores. “Aquele que não poupou o seu próprio Filho antes, por todos nós o entregou, porventura, não nos dará graciosamente com ele todas as coisas?”
Certa vez chamei isso de: “A lógica consistente do céu”. É um argumento que procede do superior para o inferior; do difícil para o fácil; do obstáculo quase intransponível para o que pode ser facilmente superado. Uma vez que Deus não poupou o próprio Filho — esse é o grande fato, o mais difícil, o obstáculo intransponível para nossa salvação —, entregando-o à tortura, ao escárnio e à morte que carrega o pecado. Se pode ser realizado, então o que é inferior e fácil seguramente serão feitos: ele nos dá graciosamente tudo o que Cristo comprou para nós — todas as coisas! A lógica consistente do céu.

Seu próprio Filho

Considere as partes dessa lógica. Primeiro, a frase “seu próprio Filho”. Jesus Cristo não foi um homem a quem Deus encontrou e adotou para ser seu Filho na terra. Jesus Cristo é a imagem do Pai pré-existente, de fato sempre existiu, coeterna, não criada e divina em quem habita toda a plenitude da divindade (Colossenses 2,9). Lembre-se de Romanos 8,3, em que Deus “enviou seu próprio Filho em semelhança de carne pecaminosa”. Em outras palavras, o Filho existiu antes de assumir a forma humana. Ele não é um mero profeta. Este é Deus o Filho.
E quando o versículo 32 refere-se a ele como “seu próprio” Filho, o fato é que não há outros e ele é infinitamente precioso para o Pai. Pelo menos duas vezes enquanto Jesus estava na terra, Deus disse: “Este é o meu Filho amado” (Mateus 3,7; 17,5). Em Colossenses 1,13, Paulo o chama de “o Filho do [de Deus] seu amor”. O próprio Jesus narrou a parábola dos lavradores maus na qual os servos do dono da vinha foram espancados e mortos quando vieram colher os frutos. Então, Jesus disse: “Restava-lhe ainda um, seu filho amado” (Marcos 12,6). O único filho é tudo que o Pai tinha. E ele era profundamente amado. E ele o enviou.
Tenho quatro filhos. Não há amor semelhante ao amor de um pai pelo filho. Não compreenda erradamente. Amo minha esposa e amo minha filha. E amo meu pai e meus companheiros da equipe desta igreja e vocês. E não quero dar a entender que o amor de um pai pelos seus filhos é melhor que esses amores mencionados. Quero dizer que é diferente. E esses outros amores que mencionei são também. Mas agora me refiro somente a esse amor: não há amor semelhante ao amor de um pai por um filho.
O fato do Versículo 32 é que esse amor de Deus por seu único Filho foi igual a um obstáculo enorme do tamanho do Monte Everest se interpondo entre ele e nossa redenção. Havia um obstáculo quase intransponível. Deus poderia (deveria) transpor esse elo carinhoso, admirável, precioso, caloroso, afetuoso com seu Filho e entregá-lo para ser enganado, traído, abandonado, ridicularizado, chicoteado, espancado, cuspido e pregado na cruz; perfurado com uma espada como um animal é abatido. Ele realmente faria isso? Ele entregaria o Filho de seu amor? Se ele faria, então qualquer propósito que ele esteja buscando jamais poderia ser impedido. Se esse obstáculo da entrega do Filho de Deus foi transposto em busca do seu bem, então qualquer obstáculo seria.
Deus fez isso? A resposta de Paulo é: sim, e ele formula sua resposta de modo negativo e positivo: “Deus não poupou o Filho, mas o entregou”. Nas palavras “Ele não o poupou”, podemos captar a imensidade da dificuldade e do obstáculo. Deus não teve prazer no sofrimento ou desonra de seu Filho. Esse acontecimento foi algo infinitamente horrível para o Filho de Deus ser tratado dessa forma. O pecado atingiu sua pior fase naquelas horas. O pecado foi exposto em toda sua realidade: um ataque contra Deus. Todo pecado — nosso pecado — é um ataque contra Deus. Uma rejeição de Deus. Um assalto às suas leis, sua verdade, sua perfeição. Mas Deus não poupou seu Filho desse tratamento.

Ele o entregou

Em vez disso, “ele o entregou”. Não perca de vista. Quase tudo que é importante e precioso no universo se concentra aqui nesse momento incomparável no tempo. O amor divino pelo homem e o ódio divino pelo pecado se aglomeram aqui. A soberania absoluta de Deus e o eterno peso da responsabilidade humana e comportamento moral se aglutinam. A sabedoria divina infinita e poder se reúnem aqui — quando Deus entregou seu próprio Filho à morte.
A Bíblia afirma que Judas o traiu (Marcos 3,19) e Pilatos o entregou (Marcos 15,15); Herodes, os judeus e os gentios se ajuntaram contra Jesus (Atos 4,27-28); ele morreu pelos nossos pecados (1 Coríntios 15,3); entregou-se a si mesmo pelos nossos pecados (Gálatas 1,4); carregou em seu corpo nossos pecados (1 Pedro 2,24). E ela até mesmo afirma como já foi mencionado em um dos textos anteriores que o próprio Jesus se entregou, fato citado também em (João 10,17; 19,30). Mas Paulo afirma o fato definitivo no versículo 32. Em e por trás, sob e através de todas essas entregas humanas de Jesus, Deus estava entregando seu Filho à morte. “Sendo este entregue pelo determinado desígnio e presciência de Deus, vós o matastes, crucificando-o por mãos de iníquos” (Atos 2,23). Em Judas, Pilatos, Herodes, as multidões de judeus, os soldados gentios e nosso pecado e a submissão de Jesus como a de um cordeiro, Deus entregou seu Filho. Nada mais supremo aconteceu.

Se isso é verdadeiro, então que acontecerá?

O que diremos à vista dessas coisas? Diremos: “A lógica do céu tem a resposta!” Se Deus entregou seu próprio Filho, então… o quê? Resposta: Ele nos dará com ele certamente e graciosamente todas as coisas. Se Deus não sonegou seu Filho, ele não sonegará nada de nós. Essa é a aquisição e o cumprimento definitivos do Salmo 84,11: “Nenhum bem sonega aos que andam retamente”. Essa é a promessa e o fundamento de 1 Coríntios 2,21-23: “Tudo é vosso: seja Paulo, seja Apolo, seja Cefas, seja o mundo, seja a vida, seja a morte, sejam as coisas presentes, sejam as futuras, tudo é vosso, e vós de Cristo, e Cristo, de Deus”. Esse é o selo da promessa de Efésios 1,3: “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abençoado com toda sorte de bênçãos nas regiões celestiais em Cristo”. Essa é a segurança da promessa de Jesus nas palavras: “Não vos inquieteis, dizendo: ‘Que comeremos? Que beberemos? Ou: com que nos vestiremos?... vosso Pai celeste sabe que necessitais de todas elas; buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas” (Mateus 6,31-33).
Visto que ele não poupou seu próprio Filho, mas o entregou por todos nós, dar-nos-á com certeza moral todas as coisas com ele. Realmente? Todas as coisas? Que dizer da “tribulação, angústia, perseguição, forme, nudez, perigo, ou espada” (Romanos 8,35)? A resposta está nesta magnífica citação de João Flavel, há 350 anos:
“Ele não poupou seu próprio Filho, mas o entregou por todos nós; como ele não nos dará graciosamente com ele todas as coisas?” (Romanos 8,32). Como seria imaginável que Deus deveria sonegar, depois disso, as bênçãos espirituais e temporais de seu povo? Como ele não os chamaria eficazmente, justificaria-os graciosamente, santificaria-os completamente, e os glorificaria eternamente? Ele não os vestiria, não os alimentaria, não os protegeria, não os livraria? Seguramente, se ele não poupou seu próprio Filho de um golpe, uma lágrima, um gemido, um suspiro, uma circunstância de miséria, jamais se poderia imaginar que ele deveria, depois disso tudo, negar ou sonegar de seu povo, por cuja causa todo esse sofrimento aconteceu, quaisquer misericórdias, confortos, privilégios, espiritual ou temporal, que são para o bem deles.
Deus sempre faz o bem por nós. Se crê que ele entregou seu próprio Filho por você e é exatamente nisso o que crê. E que toda a vida cristã é simplesmente o fruto dessa fé. Olhe para Cristo. Olhe para o amor de Deus. Viva em amor. E não tenha mais medo.
18 de Agosto de 2002 | por John Piper | Bíblia: Romanos 8:28–32 | Tópico: O Amor de Deus | Traduzido por: Angela Moraes Pinheiro  - Séries: Romanos: A Maior Carta Já Escrita  
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quarta-feira, 22 de maio de 2013

O Foco Evangélico de Charles Spurgeon - Comentário do Livro de Steven Lawson




O ponto abordado por Steven Lawson neste livro lançado pela Editora Fiel mostra um pouco da intenção proposital do Blog "Focados no Evangelho". É na Cruz de Cristo que emana a Luz, Graça, Perdão, Poder e todas as bençãos espirituais para todo verdadeiro Cristão. Portanto, desejamos ter o Evangelho sempre em foco em nossas postagens bem como em nossos artigos.

Steven Lawson lançou recentemente o livro "O Foco Evangélico de Charles Spurgeon". No livro Lawson apresenta ao leitor a vida e o ministério do grande pregador batista do século XIX, conhecido como o "príncipe dos pregadores", que ensinava ousadamente as doutrinas da graça e, ao mesmo tempo, apresentava a oferta gratuita de salvação em Jesus Cristo. Neste vídeo Lawson explica o que chamou atenção dele em Spurgeon.

O Prefácio do Livro diz o seguinte:

O Foco Evangélico de Charles Spurgeon

Steven Lawson

140 Páginas / Fomato 14x21 / ISBN 978-85-8132-023-6

No Livro "O Foco Evangélico de Charles Spurgeon", quarto da série Um Perfil de Homens Piedosos, Steven Lawson apresenta ao leitor a vida e o ministério do grande pregador batista do século XIX, conhecido como o "príncipe dos pregadores", que ensinava ousadamente as doutrinas da graça e, ao mesmo tempo, apresentava a oferta gratuita de salvação em Jesus Cristo. O própósito desta obra e de toda a série é examinar perfis de homens piedosos, como João Calvino, Jonathan Edwards, John Knox e Spurgeon, que utilizaram seus dons espirituais e suas habilidades ministeriais para promover o reino celestial.

Para comprar o livro clique aqui

quinta-feira, 16 de maio de 2013

A Justificação Ainda é Importante? Michael Horton


A Justificação Ainda é Importante?


Michael Horton


Michael Horton é professor de Apologética e Teologia Sistemática na Westminster Seminary California (EUA). É formado pela Biola University, mestre pelo Westminster Seminary California e obteve seu pós-doutorado pela Universidade de Coventry e Wycliffe Hall, em Oxford. Horton é autor de vários livros, incluindo O Cristão e a Cultura e Face a Face com Deus (CEP).

Há muito tempo, o nome evangélico identificava aqueles que eram comprometidos não somente com o cristianismo histórico, mas também com a doutrina da justificação somente pela graça por meio da fé somente em Cristo. Em nossos dias, porém, isso pode não ser verdade. Cada vez mais, a erudição evangélica é desafiada por tendências nos estudos bíblicos (em especial, a Nova Perspectiva sobre Paulo) para abandonarem o entendimento da justificação sustentado pela Reforma. Reconciliações recentes (como a Declaração Conjunta de Luteranos e Católicos Romanos e "Evangélicos e Católicos Juntos") têm revisado e relativizado esta doutrina fundamental. 1
Admiravelmente, em um novo livro que contém ensaios sobre a justificação escritos por protestantes de igrejas históricas (luteranos e reformados) e por católicos romanos, os protestantes rejeitam a doutrina da Reforma (por apelarem à Nova Perspectiva sobre Paulo), ao passo que Joseph  Fitzmeyer, proeminente erudito católico romano de Novo Testamento, demonstra a exatidão técnica da exegese da Reforma quanto às passagens importantes. Mark Noll, o grande erudito evangélico, em seu livro Is The Reformation Over?(A Reforma Acabou?) parece falar em nome de muitos protestantes conservadores quando responde sim.
O criticismo franco da doutrina da justificação conforme definida em nossas confissões e catecismos reformados se tornou comum até em igrejas conservadoras. Embora as cortes eclesiásticas destas denominações irmãs tenham exibido solidariedade estimulante em sustentar a posição confessional e instaurar processo contra os ministros que se opõem a ela, é trágico que controvérsias sobre esta doutrina cardeal surjam em nossos círculos.
A maioria das pessoas nas igrejas não estão familiarizadas com a doutrina da justificação. Frequentemente, ela não é uma parte da dieta de pregação e da vida da igreja, nem um tema predominante na subcultura cristã. Ou com rigor austero, ou com boas sugestões para o viver melhor, "fundamentalistas" e "progressistas" sufocam, igualmente, o evangelho em moralismo, por meio de exortações constantes à transformação social e/ou pessoal que mantém as ovelhas olhando para si mesmas e não para fora de si mesmas, para Cristo. Mesmo em muitas igrejas formalmente comprometidas com o ensino da Reforma, pessoas podem achar a doutrina da justificação na parte de trás de seu hinário (na seção de confissões), mas ela é levada realmente a sério no ensino, na pregação, na adoração e na vida da congregação? Em média, o artigo de destaque mais publicado em revistas ou em best-sellers cristãos diz respeito a "boas obras" - tendências em espiritualidade, ativismo social, crescimento de igreja e discipulado. No entanto, é muitíssimo claro que a justificação permanece fora de cogitação. Quando a justificação não é abertamente rejeitada, ela é frequentemente ignorada. Talvez o perdão de pecados e a justificação são apropriados para "ser salvo", mas depois vem a essência do negócio - o viver cristão, como se pudesse haver qualquer santidade de vida genuína que não resulte de uma confiança perpétua em que "agora... nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus" (Rm 8.1).
É impossível especificarmos todas as razões para tal atitude em relação a esta doutrina que constitui o âmago do próprio evangelho. No entanto, neste artigo comentarei duas das principais fontes.
Cultura Cristã como Moralismo de Autoajuda
Embora os reformadores tenham dito isso de maneiras diferentes, foi o teólogo reformado J. H. Alsted que, no início do século XVII, identificou a doutrina da justificação como o "artigo pelo qual a igreja se mantém de pé ou cai". Contudo, no século seguinte, denominações protestantes que haviam selado esta confissão com o sangue de mártires foram sujeitando-a, gradualmente, a várias formas de moralismo que predominavam na época do Iluminismo - e, em muitos casos, piores do que as distorções que haviam provocado a Reforma. Até nos círculos pietistas, onde a fé vital em Cristo era preservada, a balança se inclinou cada vez mais em favor de obediência e piedade subjetivas, e, assim, a justificação foi subordinada à santificação.
Quando o arminianismo ganhou forças, um novo legalismo (identificado pelos círculos reformados como "neo-nomianismo") entrou nas igrejas comprometido formalmente com a doutrina evangélica e produziu uma suspeita da pregação de eleição e justificação como motivações para o "antinomianismo". Depois de ler a obra A Serious Call to a Devout and Holy Life (Uma Chamada Solene a uma Vida Piedosa e Santa), de William Law, John Wesley se convenceu de que o calvinismo remanescente na Igreja da Inglaterra impedia um avivamento genuíno da piedade interior e o discipulado comprometido. Embora Wesley viesse, por fim, a abraçar a doutrina da justificação, ele ficou preocupado com que a justificação levaria à licenciosidade, se não fosse subordinada à santificação.
Nas colônias americanas, o Grande Despertamento, sob a liderança de Jonathan Edwards e George Whitefield, proclamaram as boas novas da graça justificadora de Deus em Cristo. Entretanto, na época do Segundo Grande Despertamento, uma teologia contrária se tornou a teologia operante de muitos grupos protestantes na nova república. A igreja é uma sociedade de reformadores morais, disse o seu principal evangelista, Charles Finney. Se o calvinismo era verdade, como poderia haver qualquer transformação genuína da sociedade?
Os críticos de Finney o acusaram de pelagianismo - a antiga heresia que ensinava, em essência, que não nascemos inerentemente pecaminosos e que somos salvos por seguir o exemplo moral de Cristo. Indo além dos erros da Igreja de Roma, a Teologia Sistemática de Finney negava explicitamente o pecado original e insistia em que o poder da regeneração está nas mãos do próprio pecador, rejeitava qualquer noção de uma expiação vicária, em favor da influência moral e de teorias de governo morais, e considerava a doutrina da justificação pela justiça imputada como "impossível e absurda". 2
No que diz respeito ao complexo de doutrinas que ele associava com o calvinismo (incluindo o pecado original, a expiação vicária, a justificação e o caráter sobrenatural do novo nascimento), Finney concluiu: "Nenhuma doutrina é mais perigosa do que esta para a prosperidade da igreja, e nada é mais absurdo". "Um avivamento não é um milagre", ele declarou. De fato, "Não há nada na religião que esteja além dos poderes comuns da natureza". 3 Ache os métodos mais proveitosos ("estímulos", ele os chamou), e haverá conversão. "Um avivamento declinará e cessará", Finney alertou, "se os cristãos não forem frequentemente reconvertidos". 4 No final de seu ministério, quando Finney considerou a situação de muitos que haviam experimentado seus avivamentos, ele temia que a fome interminável por experiências cada vez maiores pudesse levar à exaustão espiritual. 5 De fato, suas preocupações eram justificáveis. A região em que predominaram os avivamentos de Finney é agora referida pelo historiadores como o "distrito queimado", um canteiro tanto de desilusão como de proliferação de várias seitas. 6 Desde então, o evangelicalismo tem se caracterizado por uma sucessão de movimentos entusiastas aclamados como "avivamentos", que se extinguem tão rapidamente quanto se espalham. Paulo poderia dizer hoje sobre o protestantismo americano o que ele disse sobre os seus irmãos segundo a carne:
Porquanto, desconhecendo a justiça de Deus e procurando estabelecer a sua própria, não se sujeitaram à que vem de Deus. Porque o fim da lei é Cristo, para justiça de todo aquele que crê (Rm 10.3-4).
Há duas religiões, disse Paulo: "a justiça decorrente das obras" e "a justiça decorrente da fé". Enquanto a primeira segue fervorosamente seus esquemas de autossalvação, como que tentando trazer Cristo para baixo ou levantando-o dentre os mortos, a segunda apenas recebe a palavra de Cristo e descansa somente nela (vv. 5-8). "Como, porém, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem nada ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue?... E, assim, a fé vem pela pregação, e a pregação, pela palavra de Cristo" (vv. 14, 17).
Não parece incorreto considerar as alegações teológicas de Finney como pelagianas. E sua influência permanece conosco hoje, tanto no protestantismo ecumênico como no evangélico. Dietrich Bonhoeffer viu isto claramente em sua visita aos Estados Unidos, ao descrever o cristianismo americano como "protestantismo sem a Reforma". 7 Em vez da influência de um testemunho verdadeiramente evangélico, foi a propagação rápida do avivalismo arminiano, especialmente no próspero Oeste, que se mostrou mais eficaz em produzir "resultados". A doutrina em geral, e o calvinismo em específico, impediu o surgimento de uma América cristã. "Obras e não credos" têm uma linhagem extensa na história do movimento.
Em geral, os americanos são o tipo de pessoas "prospere por seus próprios esforços". Isto é o que, em parte, justifica a enorme validade dos negócios e da indústria americana. Mas também se tornou uma religião. Aqueles que saíram da miséria para a riqueza dificilmente aceitarão o fato de que, pelo menos diante de Deus, eram pecadores desamparados que precisavam ser resgatados.
No contexto contemporâneo, o protestantismo americano, da esquerda ou da direita, está comprometido com o legado de Finney, quer saiba, quer não. Isso pode ser reconhecido no "evangelho social" da esquerda e nas lamentações moralistas da direita; no pragmatismo de "como" do movimento de crescimento de igreja e na vasta literatura e pregação de autoajuda que se tornou a dieta da subcultura cristã; e na obsessão terapêutica por espiritualidade interior e ativismo social que pode ser vista no movimento Igreja Emergente. Mesmo quando o evangelho é formalmente afirmado, ele se torna um instrumento para motivar a vida pessoal e pública (salvação por obras), e não um anúncio de que a ira justa de Deus foi satisfeita e de que seu favor imerecido foi dado gratuitamente em Jesus Cristo.
Digo tudo isto com profunda tristeza por ter de dizê-lo, porque é a pior coisa que pode ser dita sobre uma igreja. Paulo falou severamente com os coríntios por causa de sua imoralidade, mas nunca questionou se eles eram realmente uma igreja. Mas, quando a igreja da Galácia estava confundindo o evangelho da justificação gratuita de Deus por meio da fé, Paulo os advertiu de que estavam em risco de serem excluídos - excomungados, "anátemas".
E a preocupação que expressei não se limita a alguns poucos calvinistas e luteranos  petulantes. De acordo com o bispo William Willimon, da Igreja Metodista Unida, "a autossalvação é o alvo de muito da nossa pregação". 8Willimon percebe que muito da pregação contemporânea presume que a conversão é algo que nós produzimos por meio de nossas próprias palavras e ordenanças. "Neste respeito, somos herdeiros de Charles G. Finney", o qual pensávamos que a conversão não é um milagre, e sim um "resultado puramente filosófico [ou seja, científico] do uso correto dos meios constituídos".
Esquecemos que houve um tempo em que os evangelistas eram obrigados a defender suas "novas medidas" de avivamentos, que houve um tempo em que os pregadores tinham de defender sua preocupação com a reação dos ouvintes aos seus detratores calvinistas, os quais pensavam que o evangelho era mais importante do que seus ouvintes. Estou aqui argumentando que avivamentos são miraculosos, que o evangelho é tão estranho, tão contrário às nossas inclinações naturais e às enfatuações de nossa cultura, que nada menos do que um milagre é exigido a fim de que haja um verdadeiro ouvir. Minha posição é, portanto, mais próxima da posição do calvinista Jonathan Edwards do que da posição de Finney. 9
Apesar disso, "o futuro homilético, infelizmente, está com Finney e não com Edwards", levando ao guru de marketing evangélico George Barna, que escreve:
Jesus Cristo era um especialista em comunicação. Ele comunicou sua mensagem em diversas maneiras e com resultados que seria um crédito para as agências modernas de marketing e propaganda. Ele promoveu seu produto da maneira mais eficiente possível: por comunicá-lo com as "melhores perspectivas"... Ele entendia completamente o seu produto, desenvolveu um incomparável sistema de distribuição, fomentou um método de promoção que penetrou cada continente e ofereceu seu produto a um preço que está ao alcance de todo consumidor (sem tornar o produto tão acessível a ponto de perder seu valor). 10
A pergunta que surge naturalmente diante de tais observações é esta: É possível dizer que Jesus fez alguma coisa nova? "Infelizmente", diz Willimon, "a maioria da pregação evangelística que conheço é um esforço para aprofundar pessoas cada vez mais em sua subjetividade, e não uma tentativa de resgatá-las de tal subjetividade". 11 Nossa verdadeira necessidade, sintamos ou não, é que distorcemos sistematicamente e ignoramos a verdade. Esta é a razão por que precisamos de "uma palavra externa". 12 "Portanto, em um sentido, não descobrimos o evangelho; ele nos descobre. 'Não fostes vós que me escolhestes a mim; pelo contrário, eu vos escolhi a vós outros' (Jo 15.16)." 13 "A história é euangelionboas novas, porque ela é a respeito da graça. Mas é também novas porque não é conhecimento comum, não é o que nove entre dez americanos já sabem. O evangelho não vem naturalmente. Ele vem como Jesus." 14
A fé e a prática evangélica proclamadas nas Escrituras é sempre não natural para nós. Nascidos em pecado, corrompidos em nós mesmos, supomos instintivamente que somos pessoas boas que poderiam ser melhores, se tivéssemos um bom plano, ambiente e exemplos. Quando visitamos pessoas em seu leito de morte, ficamos desconcertados quando encontramos velhos membros de igrejas de confissão reformada expressando sua esperança de terem sido suficientemente bons para que Deus os aceite. Nascemos pelagianos, confiando em nós mesmos e não em Deus; e esta é a nossa condição padrão mesmo como cristãos. Essa é a razão por que nunca admitimos o evangelho; ele tem de ser a dieta principal não somente para o começo da peregrinação cristã, mas também para o meio e para o fim. Quando as coisas se deterioram em nossa fé pessoal ou coletiva, a direção é sempre a mesma: caímos de novo na justiça de obras.
Períodos de vitalidade e saúde genuínas são sempre a consequência de redescobrirmos o evangelho da graça; épocas de declínio estão sempre associados com o eclipse do evangelho de um resgate totalmente divino, na pessoa e obra de Jesus Cristo. Visto que Satanás perdeu a guerra no Gólgota e no sepulcro, ele tem voltado os seus ataques para a fé dos crentes no evangelho e para o progresso do evangelho até aos confins da terra. Ele conhece o nosso ponto fraco e o explora. Se não pode destruir a igreja por perseguição, Satanás a enfraquecerá por meio de heresia. E o "pelagianismo" - a autossalvação em todas as suas formas - é seu melhor best-seller.
Depois de realizar, com sua equipe, inúmeros estudos nos últimos anos, o sociólogo Christian Smith, da Universidade da Carolina do Norte, concluiu que a religião da juventude americana pode ser caracterizada como "deísmo moralista e terapêutico". Quando o entrevistamos recentemente para o ministério White Horse Inn e para a revista Modern Reformation, ele disse que não há nenhuma diferença entre os que não frequentam a igreja e os jovens criados em igrejas evangélicas hoje.
Quem Precisa da Justificação?
Deus justifica o ímpio. Isso é muito radical. É mais radical do que a afirmação de que Deus cura o moralmente enfermo e dá graça àqueles que estão dispostos a cooperar para isso ou que ele recompensa aqueles que tentam fazer o seu melhor. Nem precisamos negar abertamente a justificação. Ela é relevante apenas quando paramos de fazer a pergunta mais importante. Você tem problemas no casamento e com os filhos? Com certeza. Não vive de acordo com suas expectativas? Todos não vivem assim também? Não está conseguindo o máximo da vida e precisa de algum conselho legal? Sou todo ouvidos. Mas não nos importamos com o fato de que somos "pecadores nas mãos de um Deus irado", se nunca nos deparamos com um Deus santo. E, se não sentimos uma grande necessidade, não clamamos por um grande Salvador.
Os católicos romanos e os protestantes costumavam debater sobre como os nascidos em pecado original são salvos pela graça. No entanto, essas categorias teológicas estão sendo substituídas, entre os divisores católico/protestante e liberal/evangélico, por categorias terapêuticas, pragmáticas e consumistas que parecem tornar irrelevante o próprio discurso sobre o evangelho. A pergunta "Como posso ser aceito por um Deus santo?" é substituída por uma busca por autorrealização, autorrespeito, autoestima e esforço próprio. E há abundância de pregadores que fomentarão o nosso narcisismo, tratando de nossa ferida como se não fosse tão grave e dizendo-nos como podemos ter nossa melhor vida agora mesmo.
A justificação se torna um símbolo vazio quando Deus não é mais um problema para a humanidade, e sim um ícone controlável ou de uma transcendência irrelevante ou de uma fonte imanente e proveitosa de bem-estar terapêutico e causas morais. Não sendo mais perdidos, agora somos mais semelhantes a vítimas disfuncionais, mas bem intencionadas, que apenas precisam de "capacitação" e melhores instruções. Nossa experiência é remota daquela dos israelitas reunidos ao pé do monte Sinai, quando ouviram a terrível voz de Deus e imploraram por um mediador.
Quando a santidade de Deus é obscurecida, a condição pecaminosa do homem é ajustada, primeiramente, ao nível de pecados - ou seja, a atos ou hábitos específicos que exigem repreensão e melhora. Cansados de intimidações que realmente trivializam a condição pecaminosa, a próxima geração adota uma abordagem mais positiva, oferecendo "dicas para viver" que tornarão a vida mais feliz, mais saudável e mais realizadora. Por fim, a dimensão vertical é quase perdida. O que torna o pecado pecaminoso é o fato de que ele é, antes de tudo, uma ofensa contra Deus (Sl 51.3-5). Todavia, o resultado dessa mentalidade que obscurece a santidade de Deus, é que não é mais concebível que Deus tenha se tornado carne para sofrer a sua própria ira. O propósito da cruz é levar-nos ao arrependimento por mostrar-nos quanto Deus nos ama (a teoria de influência moral da expiação), para demonstrar a justiça de Deus (a teoria de governo moral) ou para libertar os oprimidos de estruturas sociais injustas (Christus Victor). Mas uma coisa que a cruz não pode ser é o meio pelo qual somos "justificados por seu [de Cristo] sangue", "somos por ele salvos da ira" (Rm 5.9).
De fato, o teólogo luterano George Lindbeck explorou recentemente a relação inseparável entre a justificação e a expiação, concluindo que, mesmo onde aquela é formalmente afirmada, a ampla falta de interesse em nossa rejeição franca da linguagem tradicional da expiação deixa-a sem especificidade suficiente. Pelo menos na prática, a visão de salvação de Abelardo, a salvação por seguir o exemplo de Cristo (e a cruz como a demonstração do amor de Deus que motiva o arrependimento) agora parece ter uma distinção clara em relação à teoria de satisfação de Anselmo sobre a expiação. "A expiação não está no topo das agendas contemporâneas de católicos ou de protestantes", Lindbeck conjectura. "Mais especificamente, as versões penal e vicária da teoria de satisfação de Anselmo que predominaram entre o povo durante centenas de anos estão desaparecendo. 15 Isso é tão verdadeiro para os protestantes evangélicos quanto para os protestantes liberais. 16
Aqueles que continuaram a usar a linguagem sola fide presumiam estar em concordância com os reformadores, não importando quanto; mas, sob a influência do pietismo e do avivalismo norteado por conversões, eles transformaram a fé que salva em uma boa obra meritória do livre-arbítrio, uma decisão voluntária de crer que Cristo sofreu a punição do pecado na cruz emmeu favor, em favor de cada pessoa individualmente. Embora pareça muito improvável, devido à metáfora usada na Bíblia (e à passagem joanina da qual ela vem), todos são, portanto, capazes de "nascer de novo", se apenas tentarem o máximo que puderem. Assim, com a perda do entendimento da Reforma quanto à fé que justifica como um dom do próprio Deus, a teoria de expiação sustentada por Anselmo se tornou culturalmente associada com uma justiça própria que era tanto moral quanto religiosa e, por conseguinte, era mais ofensiva, seus críticos pensavam, do que a justiça própria basicamente moral dos liberais abelardianos. Avançando em nossa história: os liberais cessaram progressivamente de ser abelardianos. 17
"Nossa cultura terapêutica de sentir-nos cada vez melhor é contrária à pregação da cruz" e nossa "sociedade consumista" fez da doutrina um pária.18 "Uma característica mais desconcertante deste desenvolvimento, que tem afetado igrejas professamente confessionais, é o silêncio a seu respeito. Tem havido poucos protestos audíveis." 19 Até teologias mais contemporâneas a respeito da cruz promovem o padrão de Jesus como Modelo, mas a própria justificação é raramente descrita em harmonia com o padrão da Reforma, mesmo por evangélicos conservadores, Lindbeck sugere. A maioria deles, como já indicamos, são conversionistas apegados a versões arminianas daordo salutis, que estão muito mais distantes da teologia da Reforma do que esteve o Concílio de Trento. 20 "Onde a cruz estava, agora há um vácuo." 21Hoje, o evangelicalismo parece mais com Erasmo do que com Lutero.
A Justificação Promove a Paixão pela Renovação Genuína
Hoje, um número cada vez maior de teólogos e líderes evangélicos repetem a acusação de Pelágio contra Agostinho, de Roma contra os reformadores e do liberalismo protestante contra o evangelicalismo, ou seja, nas palavras de Albert Schweitzer: "Não há lugar para ética na doutrina da justificação sustentada pela Reforma". Seguindo teólogos evangélicos como Stanley Grenz, Brian McLaren e outros líderes da "Igreja Emergente" desafiam explicitamente sola fide como um obstáculo ao principal ponto do cristianismo: seguir o exemplo de Jesus. Embora o viver autêntico traga valor ao evangelho, o seguir o exemplo de Jesus está se tornando cada vez mais o evangelho.
A observação de G. C. Berkouwer ainda é relevante em nossos próprios dias, quando ele escreveu que "o problema da renovação de vida é atrair a atenção dos moralistas".
Entre inúmeras forças caóticas e desmoralizantes, está ressoando, como pela última vez, o clamor por ajuda e ensino, pela reorganização de um mundo desordenado. A terapia prescrita talvez varie, a chamada por rearmamento moral e espiritual é uniformemente insistente... Estas são as questões que temos de responder. Pois, implícita nelas, está a intenção de destruir a conexão entre a justificação e a santificação, bem como o vínculo entre a fé e a santificação. 22
Paulo relaciona tudo, inclusive a santificação, os problemas de ética e harmonia eclesiástica, à cruz e à ressurreição de Cristo.
Outro dia, um pastor me contou que alguns de seus colegas expressaram a preocupação de que pregar muito a graça, especialmente a justificação, era perigoso - se não fosse logo acompanhada por advertências à obediência. Conhecendo bem este pastor, fiquei surpreso com o fato de que estivessem apontando para ele esta preocupação. Afinal de contas, ele é correto em sua teologia. Afirma e prega o terceiro uso da lei (como um guia para a obediência cristã). Às vezes, esquecemos que Paulo foi acusado de ser antinomiano - ou seja, de convidar as pessoas a pecar para que a graça fosse mais abundante. Mas, em vez de evitar a doutrina da justificação (Rm 3-5) que ele sabia haveria de provocar essa questão de novo, o apóstolo explicou como o evangelho é a resposta para a tirania do pecado, bem como da sua condenação (Rm 6). O evangelho da justificação gratuita é a fonte de santificação genuína e não seu inimigo. No entanto, isso é contrário ao que o nosso senso comum sugeriria. É a lógica do evangelho e não a lógica de justiça de obras.
Como uma cultura nativa, o evangelicalismo americano é ativista. Somos acostumados a ser produtores e consumidores, mas não recebedores - pelo menos, pecadores desamparados e ímpios que têm de reconhecer que sua salvação é um dom gratuito, independente de sua decisão e esforço (Rm 9.16). Obcecados com o que acontece conosco, a espiritualidade evangélica tem por muito tempo - pelo menos na prática - obscurecido as boas novas daquilo que aconteceu de uma vez por todas fora de nós. A justificação pode ser relevante para evitar a ira de Deus (pelo menos onde ela ainda é afirmada), mas ela é realmente tão importante para a vida cristã? Não seria mais proveitoso e prático aprender passos que conduzem à vitória sobre o pecado em nossa vida e nossa cultura?
No livro Revisioning Evangelical Theology (Revisando a Teologia Evangélica), Stanley Grenz argumenta que o evangelicalismo é mais uma "espiritualidade" do que uma "teologia", mais interessado na piedade individual do que em credos, confissões e liturgias. 23 A experiência dá origem a - na verdade, ele diz, "determina" - doutrina, e não vice-versa. 24 O principal ponto da Bíblia é como as histórias podem ser usadas no viver diário - por isso, a ênfase em devoções diárias. "Embora alguns evangélicos pertençam a tradições eclesiásticas que entendem, em algum sentido, a igreja como um despenseiro de graça, em geral vemos nossas congregações principalmente como uma comunhão crentes." 25 Compartilhamos nossas jornadas (nosso "testemunho") de transformação pessoal. 26 Portanto, "uma mudança fundamental de autoconsciência pode estar em andamento" no evangelicalismo, "uma mudança de identidade baseada em credo para uma identidade baseada em espiritualidade" que é mais semelhante ao misticismo medieval do que à ortodoxia protestante. 27 Consequentemente, a espiritualidade é interior e quietista", 28 preocupada com combater "a natureza inferior e o mundo", 29 por meio de "um compromisso pessoal que se torna o foco crucial das afeições do crente". 30 Portanto, a origem da fé não é atribuída a um evangelho externo, mas surge de uma experiência interior. "Visto que a espiritualidade é gerada a partir do interior do indivíduo, motivação interior é crucial" - mais importante, de fato, do que "grandes afirmações teológicas". 31
A vida espiritual é, antes de tudo, a imitação de Cristo... Em geral, evitamos rituais religiosos. Rejeitamos a aderência servil a ritos, mas o fazer o que Jesus faria é o nosso conceito de verdadeiro discipulado. Consequentemente, a maioria dos evangélicos não aceitam o sacramentalismo de muitas igrejas tradicionais, nem se unem aos quacres que eliminam completamente os sacramentos. Praticamos o batismo e a Ceia do Senhor, mas entendemos o significado destes ritos de maneira prudente. 32
Ele diz que estes ritos são praticados como estímulos para a experiência pessoal e não por obediência à ordem divina. 33
Prossiga no dever; coloque sua vida em ordem, para que, pela uso dos meios de ajuda, você cresça e veja se não amadurece espiritualmente", nós exortamos. De fato, se um crente chega ao ponto em que sente que a estagnação se estabeleceu, o conselho evangélico é redobrar os seus esforços no dever de praticar as disciplinas. "Examine a si mesmo", o conselheiro espiritual evangélico admoesta. 34
Vamos à igreja, ele diz, mas não para recebermos "os meios de graça", e sim para que tenhamos comunhão, recebamos "instrução e encorajamento". 35 A ênfase no crente individual é evidente, ele diz, na expectativa de "achar um ministério" na comunhão local. 36 Tudo isso é contrário a uma ênfase em doutrina e, Grenz acrescenta, uma ênfase em "um princípio material e formal" - em outras palavras, solo Christo e solo Scriptura37
Quando a transformação pessoal e social se torna o principal ponto de fé e prática, não devemos admirar que a linha distintiva entre catolicismo romano e evangelicalismo se obscurece. Para Roma, é claro, a justificação é simplesmente santificação: a transformação moral do crente. A graça é oferecida, mas temos de cooperar com ela, se temos finalmente de ser aceitos e renovados. De fato, com sua história mais longa e mais sofisticada de influência cultural, a superioridade de Roma na arena de transformação do mundo é aparente. De fato, uma vez que nosso interesse em melhorarmos a nós mesmos e ao mundo tenha tornado irrelevante (ou mesmo problemática) a justificação somente pela fé, por que os mórmons e os evangélicos devem continuar divididos? Não mais divididos por doutrina, a "cultura de protestantismo" da América ameaça submergir totalmente o evangelicalismo, como o fez nas principais denominações ecumênicas. As únicas denominações que  ficarão com alguma identidade serão, talvez, os partidos Republicano e Democrata.
De acordo com o que já consideramos, a justificação não é o primeiro estágio da vida cristã, e sim a fonte permanente de santificação e boas obras. Lutero resume: "'Porque você crê em mim', diz Deus, 'e sua fé se apropria de Cristo, que eu lhe dei gratuitamente como Justificador e Salvador, portanto, seja justo'. Assim, Deus aceita você e o considera justo tão somente por causa de Cristo, em quem você crê". 38 Não importando qualquer outra boa nova (concernente ao novo nascimento, à vitória de Cristo sobre a tirania do pecado e à promessa de nos renovar durante toda a nossa vida, à ressurreição de nosso corpo e ao livramento da presença do pecado) ou quaisquer exortações úteis que possamos oferecer, o anúncio que Lutero resume nestas palavras cria sozinho e sustenta a fé que não somente justifica, mas também santifica.
As boas obras podem ser realizadas agora livremente para Deus e o nosso próximo sem qualquer temor de punição ou de agonia quanto aos motivos confusos de cada ato. Por causa da justificação em Cristo, até as nossas boas obras podem ser "salvas", para aprimorar não a parte de Deus, nem mesmo a nossa, e sim a do nosso próximo. Como Calvino explica,
Mas se, libertos desta exigência severa da lei ou, melhor, de todo o rigor da lei, eles ouvem a si mesmos sendo chamados com cordialidade paternal por Deus, eles responderão com alegria e grande ardor e seguirão esta orientação. Resumindo: aqueles que estão presos ao jugo da lei são, igualmente, servos que recebem certas tarefas de seus senhores, cada dia. Estes servos pensam que não fizeram nada e não ousam comparecer diante de seus senhores, se não cumprirem a medida exata de seus deveres. Mas filhos, que são tratados mais generosa e brandamente por seus pais, não hesitam em oferecer-lhes obras incompletas, feitas pela metade e até deficientes, crendo que sua obediência e prontidão de mente será aceita por seus pais, embora não tenham realizado o que seus pais tencionavam. Devemos ser esse tipo de filho, crendo firmemente que nossos serviços serão aprovados por nosso Pai muitíssimo misericordioso, ainda que esses serviços sejam insignificantes, rudes e imperfeitos... E precisamos desta segurança em grau profundo, pois, sem ela, tentaremos fazer tudo em vão. 39
"Por causa da justificação", acrescenta Ames, "a corrupção das boas obras não impede que elas sejam aceitas e recompensadas por Deus". 40
Este ponto de vista não somente fundamenta as boas obras na fé, mas também liberta os crentes para amarem e servirem seu próximo sem o motivo de obterem alguma coisa ou o temor de perderem o favor divino. Ele nos libera para um ativismo que abrange o mundo e é profundamente consciente de que, embora nosso amor e serviço nada contribuam para Deus e sua avaliação de nossa pessoa, eles são, apesar de realizados com fragilidade, indiferença e imperfeição, meios pelos quais Deus cuida da criação.
Mesmo com a terminologia medieval, a teologia reformada pode manter o seguinte:
A renovação não é um mero suplemento, um acréscimo, à salvação dado na justificação. O âmago da santificação é a vida que se desenvolve da justificação. Não há contraste entre a justificação como o ato de Deus e a santificação como o ato do homem. O fato de que Cristo é a nossa santificação não é exclusivo, e sim inclusivo, de uma fé que se apega tão somente a ele em toda a vida. A fé é o eixo sobre o qual tudo gira. Embora a própria fé não crie a santificação, ela nos preserva de autossantificação e de moralismo. 41
A questão real, disse Berkouwer, é se a justificação é suficiente para fundamentar toda as bênçãos comunicadas em nossa união com Cristo. "O mesmo catecismo [Heidelberg, Dia do Senhor, pergunta 24] que nos nega até uma justiça parcial de nós mesmos menciona o propósito solene com o qual os crentes começam a viver" de acordo com todos os mandamentos.
É o começo que tem sua base unicamente na justificação pela fé... Não é verdade que a santificação apenas sucede a justificação. O Dia do Senhor, pergunta 31, que discute as chaves do reino, ensina que o reino é aberto e fechado pela proclamação "aos crentes, um e todos, de que, quando eles recebem a promessa do evangelho por meio da fé verdadeira, todos os seus pecados lhes são realmente perdoados". Este "quando" ilustra a relevância permanente da correlação entre a fé e a justificação... O propósito da pregação dos Dez Mandamentos é que os crentes possam "tornar-se mais fervorosos em buscar a remissão dos pecados e a justiça em Cristo" [Catecismo de Heidelberg, Pergunta 115]... Por conseguinte, nunca há progresso no caminho da salvação onde a justificação é tirada de vista. 42
"A santificação genuína - seja repetido - permanece firme ou decai com esta orientação permanente direcionada para a justificação e a remissão dos pecados." 43 Quando falamos sobre santificação, não deixamos a justificação para trás. "Não estamos aqui preocupados com a transição da teoria para a prática; como se devêssemos proceder de uma fé na justificação para as realidades da santificação, porque podemos, da mesma maneira, falar sobre a realidade da justificação e da nossa fé na santificação." 44 Paulo ensina que os crentes são "santificados em Cristo Jesus" (1 Co 1.2, 30; 6.11; 6.11; 1 Ts 5.23; cf. At 20.32; 26.18). Como Bavinck o diz: "Muitos reconhecem, de fato, que somos justificados pela justiça de Cristo, mas parecem pensar que - pelo menos, agem como se pensassem - têm de ser santificados por uma santidade que eles mesmos adquiriram". 45
"O apóstolo Paulo", Berkouwer escreve, "prega santidade com repetido fervor, mas de maneira nenhuma ele compromete sua declaração inequívoca: 'Porque decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado' (1 Co 2.2)".
Nem por um momento ele afrontaria as implicações dessa confissão. Por conseguinte, em cada exortação ele devia estar relacionando seu ensino à cruz de Cristo. Deste centro, todos os raios brilham em direção ao exterior - atingindo a vida de cidades e vilas, de homens e mulheres, de judeus e gentios; atingindo famílias, jovens e idosos, conflitos e desafetos, imoralidade e bebedeira.
Se queremos manter em perspectiva este centro, bem como os raios mais suaves e mais intensos que fluem dele, temos de ser plenamente cientes de que, em mudarmos da justificação para a santificação, não estamos nos retirando da esfera da fé. Não estamos aqui preocupados com a transição da teoria para a prática; como se devêssemos proceder de uma fé na justificação para as realidades da santificação, porque podemos, da mesma maneira, falar sobre a realidade da justificação e da nossa fé na santificação .46
Isso significa que Berkouwer achava "incompreensível" que o ponto de vista da Reforma tenha sido criticado como algo que não exercia qualquer influência na santificação ou na vida de santidade. Ela tem tudo a ver com a santificação, porque ela leva tudo de volta à fé em Cristo. 47
Portanto, a santificação não é um projeto humano que suplementa o projeto divino de justificação, nem um processo de negociar as relações causais entre o livre-arbítrio e a graça infundida; é, antes, o impacto da Palavra justificadora de Deus em cada aspecto da vida humana. É tempo de colocarmos os bois na frente do carro novamente, para que, primeiramente, a igreja seja, outra vez, um lugar onde a obra salvadora de Deus será conhecida e experimentada e, também, para que aquela genuína renovação pessoal e coletiva possa surgir a partir da contínua maravilha do evangelho: a justificação gratuita de Deus para os ímpios - até mesmos cristãos.

1 - Ver Michael Horton, "What's All the Fuss About?: The Status of the Justification Debate", Modern Reformation 11, no. 2 (March/April 2002), pp. 17-21.
2 - Charles G. Finney, Systematic Theology (Minneapolis: Bethany, 1976), p. 320.
3 - Charles G. Finney, Revivals of Religion (Old Tappan, NJ: Revell, n. d.), pp. 4-5.
4 - Finney, Revivals of Religion, p. 321. Ênfase no original.
5 - Ver Keith J. Hardman, Charles Grandison Finney: Revivalist and Reformer(Grand Rapids: baker, 1990) pp. 380, 394.
6 - Ver, por exemplo, Whitney R. Cross, The Burned Over District: The Social and Intellectual History of Enthusiastic Religion in Western New York, 1800-1850(Ithaca, N.Y.: Cornell University Press, 1982).
7 - Dietrich Bonhoeffer, "Protestantism without the Reformation, em No Rusty Swords: Letters, Lectures and Notes, 1928-1936, ed. Edwin H. Robertson, trans. Edwin H. Robertson e John Bowden (London: Collins, 1965), pp. 92-118.
8 - William H. Willimon, The Intrusive Word: Preaching to the Unbaptized (Eugene, Ore.: Wipf & Stock, 2002), p. 53.
9 - Willimon, p. 20.
10 - Willimon, p. 21, citando George Barna, Marketing the Church: What They Never Taught You about Church Growth (Colorado Springs, NavPress, 1988), p. 50.
11 - Willimon, p. 38.
12 - Willimon, p. 38.
13 - Willimon, p. 43.
14 - Willimon, p. 52.
15 - George Lindbeck. "Justification and Atonement: An Ecumenical Trajectory", em Joseph A. Burgess e Marc Kolden, eds., By Faith Alone: Essays on Justification in Honor of Gerhard O. Forde (Grand Rapids: Eerdmans, 2004), p. 205
16 - Lindbeck, pp. 205, 206.
17 - Lindbeck, pp. 207.
18 - Lindbeck, pp. 207.
19 - Lindbeck, pp. 208.
20 - Lindbeck, pp. 209.
21 - Lindbeck, pp. 211.
22 - G. C. Berkouwer, Studies in Dogmatics: Faith and Sanctification (Grand Rapids: Eerdmans, 1952), pp. 11-12.
23 - Stanley Grenz, Revisioning Evangelical Theology: A Fresh Agenda for the 21st Century (Downers Grove, Ill.: InterVarsity Press, 1993), pp. 17, 31 e em todo o volume.
24 - Grenz, pp. 30, 34.
25 - Grenz, p. 32.
26 - Grenz, p. 33.
27 - Grenz, pp. 38, 41.
28 - Grenz, pp. 41-42.
29 - Grenz, p. 44.
30 - Grenz, p. 45.
31 - Grenz, p. 46.
32 - Grenz, p. 48.
33 - Grenz, p. 48.
34 - Grenz, p. 52.
35 - Grenz, p. 54.
36 - Grenz, p. 55.
37 - Grenz, p. 62.
38 - Martin Luther, Lectures on Galatians 1535, vol. 26, Luther's Works, eds. Jaroslav Pelikan e Walter A. Hansen (St. Louis: Concordia Publishing House, 1963), p. 132.
39 - John Calvin, Institutes of Christian Religion, 3.19.5.
40 - William Ames, Marrow of Theology (Grand Rapids: Baker Academic, 1997), p. 171.
41 - Berkouwer, p. 93.
42 - Berkouwer, p. 77.
43 - Berkouwer, p. 78.
44 - Berkouwer, p. 20.
45 - Citado em Berkouwer, p. 22.
46 - Berkouwer, p. 20.
47 - Berkouwer, p. 20.

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Data: 22/04/2013
Categoria: Sem Categoria

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