Focados no Evangelho

A suficiência da Obra redentora de Jesus Cristo, a autoridade e inspiração das Escrituras, os Atributos de Deus e verdades Essenciais do Evangelho de Cristo.

Pregação Chocante - Paul Washer

Pregação de Paul Washer com mais de um milhão de acessos, A pregação chocante é a mensagem mais conhecida do mesmo. Realmente Chocante.

Série de estudos

Série de estudos focados nas verdades essenciais do Evangelho como a Criação, A queda do Homem, A Redenção em Cristo Jesus, e a consumação de Sua obra, a primeira série trata sobre Justificação.

A IRA DE DEUS

Um dos pontos que mais serão abordados aqui no site. A Seriedade do Pecado, A Justiça de Deus, o Juízo Final e textos Relacionados.

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terça-feira, 20 de novembro de 2012

Mudança de Hábitos é só com o poder de Deus!


O teste de visão



- “15 Por isso, também eu, tendo ouvido a fé que há entre vós no Senhor Jesus e o amor para com todos os santos, 16 não cesso de dar graças por vós, fazendo menção de vós nas minhas orações, 17 para que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos conceda espírito de sabedoria e de revelação no pleno conhecimento dele, 18 iluminados os olhos do vosso coração, para saberdes qual é a esperança do seu chamamento, qual a riqueza da glória da sua herança nos santos 19 e qual a suprema grandeza do seu poder para com os que cremos, segundo a eficácia da força do seu poder; 20 o qual exerceu ele em Cristo, ressuscitando-o dentre os mortos e fazendo-o sentar à sua direita nos lugares celestiais, 21 acima de todo principado, e potestade, e poder, e domínio, e de todo nome que se possa referir, não só no presente século, mas também no vindouro. 22 E pôs todas as coisas debaixo dos pés, e para ser o cabeça sobre todas as coisas, o deu à igreja, 23 a qual é o seu corpo, a plenitude daquele que a tudo enche em todas as coisas” (Ef 1.15-23).

Leiamos novamente os versículos 17-19, com a seguinte pergunta: Consigo aprovação nesse teste?
- “...para que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos conceda espírito de sabedoria e de revelação no conhecimento, iluminados os olhos do vosso coração, para saberdes qual é a esperança do vosso chamamento, qual a riqueza da glória da vossa herança e qual a suprema grandeza do vosso poder para com vocês que creem, segundo a eficácia da força do vosso poder...”
É este o texto exato de Efésios 1.17-19? Não! Os versículos corretos são:
- “17 para que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos conceda espírito de sabedoria e de revelação no pleno conhecimento dele18 iluminados os olhos do vosso coração, para saberdes qual é a esperança do seu chamamento, qual a riqueza da glória da sua herança nos santos 19 e qual a suprema grandeza do seu poder para com os que cremos, segundo a eficácia da força do seu poder...”
Talvez você também já tenha observado isso, seja na vida pessoal ou na vida de outros. Eu fico admirado com isso e também assustado: há tantos cristãos que se esforçam sinceramente para mudar de modos. Eles clamam e oram por renovação espiritual, por uma profunda santificação. Pretendem viver com desprendimento e dedicação, com frequência tomam novos propósitos e se esforçam. No entanto, passam-se décadas e nada acontece de melhor, antes pode ter ficado pior. Eles continuam sendo melindrosos, acusadores e não conseguem perdoar. São constantemente dominados pela inveja e ciúmes e travam uma luta desesperada contra sua velha vida. Qual poderia ser a causa disso? Creio que há 3 razões:
1. O alvo da pessoa está correto, mas o caminho para chegar lá é o errado;
2. Contam demais com suas próprias capacidades e esperam muito pouco do Espírito Santo;
3. Se preocupam mais com o que eles precisam fazer para “se tornar” e muito pouco com o que eles têm para “ser”.


Durante a implantação da linha férrea nas proximidades de Glattal, pudemos observar como os enormes pilares metálicos eram cravados no solo, fazendo com que toda a região tremesse e vibrasse. Que tipo de organização seria essa construtora se ela, simplesmente, dissesse aos seus operários: “Cravem essas colunas, façam de qualquer jeito, mas façam!”, sem, no entanto, providenciar os equipamentos necessários? O chefe da obra, porém, providenciou o guindaste com os acessórios especiais para o estaqueamento correto das colunas. O que teria sido, se os operários não utilizassem o guindaste e cavassem um buraco com uma pá para enterrar as colunas? É desse modo que nós também agimos, muitas vezes!
Muitos cristãos vivem de tal maneira, como se tudo dependesse primeiramente deles mesmos: sua vocação, sua herança, suas forças, poder e energia. Essas pessoas vivem em constante batalha consigo mesmas, mas elas consideram isso como batalha da fé. Que engano fatal! Não se trata, primeiramente, de nós mesmos, mas da vocação por Deus, Sua herança e a ação do poder da força que vem dEle e age na vida do crente. Paulo esclarece isso nos primeiros três capítulos da carta aos Efésios. Somente depois disso ele segue, nos outros 3 capítulos, com as exortações para aplicarmos esse conhecimento na prática. Deus não espera nada de nós se ele não tiver concedido a força para isso, anteriormente! Talvez você se sinta impotente porque está tentando agir com a própria força?

A ótica espiritual

“Ótica” também é denominada como “teoria da luz”. Entre outras coisas, estuda-se a origem, a propagação e a percepção da luz. Paulo se refere à ótica espiritual, quando diz:
- “...iluminados os olhos do vosso coração...” (Ef 1.18).
- “...e esclarecer a todos a administração deste mistério...” (Ef 3.9 – NVI).
Trata-se de entender algo e receber a luz sobre isso, isto é, o entendimento do poder de Deus e suas ações redentoras. Pois, se não entendermos o que Paulo escreveu, também não teremos condições de aplicá-lo. Assim, se não conseguirmos empregá-lo, não conseguiremos avançar. Vejamos três pontos a respeito:

1. Conhecer melhor a Deus

- “...vos conceda espírito de sabedoria e de revelação no pleno conhecimento dele” (Ef 1.17).
- “...vos dê em seu conhecimento o espírito de sabedoria e de revelação...” (ACF).
Quanto mais profunda e íntima for a comunhão com uma pessoa, mais determinante isso será sobre o nosso pensar e nosso agir.
Alguns acham que precisamos apenas ter mais autoconhecimento. Não! Precisamos primordialmente mais conhecimento de Deus. Quanto melhor conhecermos a Deus, quanto mais nos observarmos à Sua luz tanto mais alcançamos em autoconhecimento e reconhecimento de nossos pecados. É terrível quando pessoas não têm consciência do pecado, pois isso é um sinal de que ainda não reconheceram a Deus.


Qual é o máximo e mais profundo conhecimento de Deus que podemos alcançar? É o conhecimento de Cristo.

Este é, pois, o que importa. Alguém, certa vez, disse: “Não podemos estar mais próximos de Deus do que quando estamos nEle”. Deveríamos ser capazes de poder18 ...compreender, com todos os santos, qual é a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade 19 e conhecer o amor de Cristo, que excede todo entendimento, para que sejais tomados de toda a plenitude de Deus” (Ef 3.18-19).Qual é a definição mais concisa de um cristão? “Em Cristo”, é a resposta. Verifiquei, na carta aos Efésios, quantas vezes aparecem as expressões, como: “em Cristo”, “nEle”, “por Jesus”, “com Cristo” e outras semelhantes: 35 vezes. Jesus é o centro e o Mediador de qualquer relacionamento com Deus, Ele é o acesso ao Pai. “Em Cristo”, “Cristo em você”, “se alguém está em Cristo...”, “os mortos em Cristo”, “os que dormiram em Cristo, etc.

2. Os olhos iluminados para o vosso chamamento

- “Tendo iluminados os olhos do vosso entendimento, para que saibais qual seja a esperança da sua vocação...” (Ef 1.18 – ACF).
O que é a vocação de Deus? Afinal, ela existe? Sim! A carta aos Efésios nos dá alguns pontos de referência:
2.1. Deus nos chamou à filiação; Ele quer que sejamos Seus filhos.
- “nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade” (Ef 1.5).
Também você não deve se contentar em ser apenas uma pessoa religiosa, apenas um cristão tradicional. Deus quer ter você como Seu filho ou filha, Ele que ser seu pai.
2.2. Devemos viver para o louvor da Sua glória.
- “a fim de sermos para louvor da sua glória, nós, os que de antemão esperamos em Cristo”(Ef 1.12).
Nossa vida deve estar inteiramente à Sua disposição para o Seu louvor – este é o chamado de Deus.
2.3. Pelo chamado de Deus nos tornamos Sua propriedade.
- “13 em quem também vós, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação, tendo nele também crido, fostes selados com o Santo Espírito da promessa; 14 o qual é o penhor da nossa herança, até ao resgate da sua propriedade, em louvor da sua glória” (Ef 1.13-14).
Um selo é um sinal de reconhecimento e de propriedade, bem como um sinal de segurança e de autenticidade. O selo, além disso, também é um penhor, um pagamento. Ninguém, nem nada consegue tirar das mãos de Deus aquilo que é Sua propriedade.
2.4. Pelo chamado de Deus a Igreja se tornou Seu corpo.
- “22 E pôs todas as coisas debaixo dos pés, e para ser o cabeça sobre todas as coisas, o deu à igreja, 23 a qual é o seu corpo, a plenitude daquele que a tudo enche em todas as coisas” (Ef 1.22-23).
2.5. Somos Sua obra, feita para Ele.
- “Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas” (Ef 2.10).
2.6. Por Seu intermédio Ele transformou judeus e gentios em novas pessoas.
- “aboliu, na sua carne, a lei dos mandamentos na forma de ordenanças, para que dos dois criasse, em si mesmo, um novo homem, fazendo a paz” (Ef 2.15).
2.7. Jesus mesmo nos reconciliou com Ele.
Agora, os antigos inimigos de Deus não são mais inimigos dEle.
- “...e reconciliasse ambos em um só corpo com Deus, por intermédio da cruz, destruindo por ela a inimizade” (Ef 2.16).


3. Os olhos iluminados para a riqueza da herança

- “...qual a riqueza da glória da sua herança nos santos” (Ef 1.18).
Muitas vezes andamos tão abatidos e desanimados nesse mundo por sermos tão míopes em relação à riqueza da glória da Sua herança. A carta aos Efésios, no entanto, nos alerta novamente para esta riqueza:
- “...a remissão dos pecados, segundo a riqueza da sua graça” (Ef 1.7).
- “...a riqueza da glória da sua herança nos santos” (Ef 1.18).
- “...a suprema riqueza da sua graça...” (Ef 2.7).
- “Mas Deus, sendo rico em misericórdia...” (Ef 2.4).
- “...pregar aos gentios o evangelho das insondáveis riquezas de Cristo” (Ef 3.8).
- “...segundo a riqueza da sua glória, vos conceda que sejais fortalecidos com poder...” (Ef 3.16).
O que vem a ser a riqueza da glória da sua herança nos santos? A herança é a transferência dos bens de uma pessoa para o seu herdeiro. Deus nos concede a participação naquilo que é Seu. Sua herança em nós! Para isso foi que Jesus morreu! Sua herança nos santos é o futuro interminável que dirige nossos olhos, muito além das coisas terrenas, para a eternidade. Isso nos dá um vislumbre sobre a nossa vocação eterna para a qual fomos chamados por Deus.
Eis a história de uma garotinha, cega de nascença. Nunca teve a oportunidade de ver as belezas desse mundo, como, por exemplo, as cores e formas que a natureza apresenta. Inúmeras vezes, com todo amor e carinho, a mamãe tentava descrever as coisas lindas do mundo para ela. Certo dia surgiu a oportunidade de realizar uma cirurgia nos olhos da garota. O procedimento foi bem sucedido. Chegou o momento de tirar as vendas dos olhos e ela, então, poderia finalmente ver sua mãe pela primeira vez. Ela correu para a janela e viu a imensa beleza do mundo. Depois de apreciar a imponente paisagem por alguns instantes, ela correu de volta para sua mãe, exclamando: “Mamãe, por que a senhora não me disse antes que isso tudo é tão maravilhoso!” A mamãe, secando suas lágrimas, respondeu: “Minha querida! Eu tentei descrever tudo, mas você não era capaz de entendê-lo!”
São poucos os cristãos que têm a visão da herança no Céu. As coisas para o corpo e as da terra são o mais importante e o principal para nós. Para a Bíblia, porém, as coisas celestiais e o futuro corpo espiritual são preponderantes. Somos abençoados “...com todas as bênçãos espirituais nas regiões celestiais em Cristo” (Ef. 1.3 – NVI)!

4. Os olhos iluminados para a grandeza do Seu poder

- “e qual a suprema grandeza do seu poder para com os que cremos, segundo a eficácia da força do seu poder” (Ef 1.19).
O importante é a força do Seu poder em nós e não nossos esforços para Ele. A mesma observação, lemos em Efésios 6.10 em relação à nossa batalha contra “principados e potestades”:
- “Quanto ao mais, sede fortalecidos no Senhor e na força do seu poder.
Afinal, que poder é esse com o qual Deus age em nós, age através de nós, que nos carrega e conduz para o alvo da vocação de nossa herança e que deve nortear nossa vida, diariamente? Encontramos a resposta em Efésios 1.20:
É o poder o qual exerceu ele em Cristo, ressuscitando-o dentre os mortos e fazendo-o sentar à sua direita nos lugares celestiais”.
A força e o poder de Deus que age em nós, assim, é a “suprema grandeza do seu poder”, pois é a mesma que ressuscitou a Jesus dentre os mortos. Não é “apenas” o poder do Criador, mas é o poder da ressurreição de Jesus!
- Foi esse poder que Deus empregou para a nossa redenção;
- Através desse poder somos preservados para a vocação e para a herança;
- Através desse poder seremos glorificado no Corpo de Cristo.
- “21 acima de todo principado, e potestade, e poder, e domínio, e de todo nome que se possa referir, não só no presente século, mas também no vindouro. 22 E pôs todas as coisas debaixo dos pés, e para ser o cabeça sobre todas as coisas, o deu à igreja, 23 a qual é o seu corpo, a plenitude daquele que a tudo enche em todas as coisas” (Ef 1.21-23).

Superlativos


7 no qual temos a redenção, pelo seu sangue, a remissão dos pecados, segundo a riqueza da sua graça, 8 que Deus derramou abundantemente sobre nós em toda a sabedoria e prudência” (Ef 1.7-8).[ênfase acrescentada].Devido ao imenso poder da ressurreição de Jesus, Paulo o descreve empregando superlativos, na carta aos Efésios:
e qual a suprema grandeza do seu poder para com os que cremos, segundo a eficácia da força do seu poder” (Ef 1.19).
Paulo não menciona “poder” nem “grande poder”, mas “suprema grandeza do seu poder”.
- “muito acima de todo governo e autoridade, poder e domínio, e de todo nome que se possa mencionar” (Ef 1.21 – NVI).
Não apenas “acima”, mas “muito acima”.
Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou” (Ef 2.4).
Não apenas fala no “amor”, mas no “grande amor”.
para mostrar, nos séculos vindouros, a suprema riqueza da sua graça, em bondade para conosco, em Cristo Jesus” (Ef 2.7).
Não apenas consta “riqueza”, mas “suprema riqueza”.
A mim, o menor de todos os santos, me foi dada esta graça de pregar aos gentios o evangelho das insondáveis riquezas de Cristo” (Ef 3.8).
Não descreve somente como “riquezas”, mas “insondáveis riquezas”.
Ora, àquele que é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos, conforme o seu poder que opera em nós” (Ef 3.20).
Não lemos apenas que é poderoso “para fazer” ou “para fazer mais” ou “para fazer muito mais”, mas “para fazer infinitamente mais”.
Somente após ter colocado tudo claramente, Paulo coloca um “Amém” e então faz algumas exortações:
- “Rogo-vos, pois, eu, o prisioneiro no Senhor, que andeis de modo digno da vocação a que fostes chamados” (Ef 4.1).
Qual é a condição para ter essas experiências? Como tenho acesso a essas maravilhas? Através da fé!
- “[para saberdes] ...qual a suprema grandeza do seu poder para com os que cremos, segundo a eficácia da força do seu poder” (Ef 1.19).
pelo qual temos ousadia e acesso com confiança, mediante a fé nele” (Ef 3.12).
Através da fé temos acesso a esses tesouros da mudança, ao poder de Deus! Esta é a chave. Que o Senhor lhe conceda o entendimento e que você empregue isso na prática diária! (Norbert Lieth - http://www.chamada.com.br)

Norbert Lieth É Diretor da Chamada da Meia-Noite Internacional. Suas mensagens têm como tema central a Palavra Profética. Logo após sua conversão, estudou em nossa Escola Bíblica e ficou no Uruguai até concluí-la. Por alguns anos trabalhou como missionário em nossa Obra na Bolívia e depois iniciou a divulgação da nossa literatura na Venezuela, onde permaneceu até 1985. Nesse ano, voltou à Suíça e é o principal preletor em nossas conferências na Europa. É autor de vários livros publicados em alemão, português e espanhol.   

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

domingo, 1 de janeiro de 2012

O Evangelho que Salva - Dave Hunt



A fim de ganhar aceitação ainda maior que o primeiro ECT ("Evangelicals and Catholics Together: The Christian Mission in the Third Millenium", "Evangélicos e Católicos Juntos: A Missão Cristã no Terceiro Milênio", assinado em 29 de março de 1994 nos EUA), dezenove líderes evangélicos – dentre os quais alguns bastante respeitados e conhecidos – e quinze líderes católicos [americanos] assinaram há algum tempo o ECT2. E esse documento dá a entender que os evangélicos e católicos [nos EUA] concordam quanto ao Evangelho. 


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O alcance do documento
Por um lado, o documento tem pouco significado. Em primeiro lugar, os quinze signatários católicos não representam nem sua igreja, nem seus 1 bilhão de membros. Há uma gama de crenças bem ampla. Muitos dos sacerdotes, freiras e proeminentes teólogos católicos estão mergulhados em todas as heresias da Nova Era, da ciência mental ao hinduísmo e budismo.
Em segundo lugar, o ensino oficial da igreja de Roma (que reivindica ser infalível e, portanto, não pode se arrepender de seus erros), e a prática diária dos católicos (que esperam de sua igreja a salvação, seja lá como ela a defina e ofereça) continuam inatingidos pelo ECT2 e tão longe quanto sempre estiveram do Evangelho bíblico.
Em terceiro lugar, o próprio documento admite que permanecem muitas "questões interrelacionadas, que requerem exploração mais profunda e urgente". Elas incluem, entre outras: "o significado da regeneração batismal [um católico "nasce de novo" no batismo infantil e não há salvação sem o batismo]; a Eucaristia [Cristo está sendo perpetuamente imolado nos altares católicos como um sacrifício contínuo pelo pecado, negando assim a eficácia do Seu sacrifício feito de uma vez por todas na cruz], e a graça sacramental ["os méritos e graças" que Cristo obteve na cruz são "conferidos contínua e gradativamente" através dos sacramentos, ou seja, a salvação é um processo contínuo em lugar de um fato consumado]; os usos históricos da linguagem da justificação no que diz respeito à justiça imputada e transformadora [o católico precisa adquirir justiça suficiente para merecer o céu e está sempre em perigo de perdê-la, rejeitando, portanto, a verdade de que Deus "justifica o ímpio" com base nos méritos de Cristo (Rm 4.5)]; um entendimento diferente sobre mérito, recompensa [para o católico a salvação é alcançada por obras]; purgatório [além do sacrifício de Cristo na cruz, é preciso sofrer pessoalmente pelo pecado para poder ser purificado para o céu], e indulgências [uma pessoa pode sofrer por outros, e o uso de uma medalha ou escapulário, o rezar "Ave Marias", ou uma missa rezada em honra dos mortos, podem reduzir o sofrimento no purgatório]; a devoção a Maria e a assistência dos santos na vida da salvação..." Cada um dos pontos acima citados nega a própria unidade professada pelo ECT2!


Preparação para o anticristo
Por outro lado, o documento é um valoroso subsídio a Satanás em sua preparação do mundo e de uma igreja falsa para o anticristo. Dá aparência de concordância, quando, na verdade, ela não existe. O ECT2 cria comprometimento ao fingir que as questões que separam evangélicos e católicos não são graves, quando, na verdade, elas demarcam os limites de céu e inferno. Típica das contradições inerentes nesse documento é a afirmação: "nós nos comprometemos a evangelizar a todos... os evangélicos precisam pregar o Evangelho aos católicos e os católicos aos evangélicos... esforçando-vos diligentemente por preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz’..." Se os evangélicos e católicos estão ambos salvos e unidos no Espírito, então o que significa "evangelizar"?


Um acordo com os "judaizantes"?
Os judaizantes da epístola escrita aos gálatas poderiam ter assinado um documento semelhante. Aliás, o deles teria uma lista bem menor de questões que "requerem exploração mais profunda e urgente": [somente] a relação da Lei com a salvação. Os judaizantes afirmavam que Cristo morreu pelos nossos pecados, mas acrescentavam que, para ser salva, a pessoa precisava ser "circuncidada, e observar a lei" (At 15.1,5,24). Em lugar de assinar um acordo com os judaizantes, como se a heresia deles fosse simplesmente algo para "exploração mais profunda", Paulo os amaldiçoou por pregarem outro evangelho (Gl 1.6-8). Mas o ECT2 faz parecer que os assuntos sobre os quais divergimos são irrelevantes. O ECT2 é um documento ainda mais enganoso que seu antecessor!




O Evangelho salvador
Paulo afirmou que "o Evangelho de Cristo... é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê" (Rm 1.16). Ele também o chamou de "o evangelho... [que] por ele também sois salvos" (1 Co 15.1-2); e "o evangelho da vossa salvação" (Ef 1.13). Estes e outros versículos mostram cristalinamente que a salvação vem somente através do crer no Evangelho. Cristo ordenou a Seus discípulos: "Ide por todo o mundo e pregai o evangelho" (Mc 16.15), o Evangelho que a Bíblia define com precisão.




Salvação ou religião
A salvação nada tem a ver com a igreja, seja ela evangélica ou católica. Ela vem através do "evangelho eterno" (Ap 14.6), "o evangelho de Deus" (Rm 1.1; 15.15, 2 Co 11.7; 1 Ts 2.2, 8, 9; 1 Tm 1.11; 1 Pe 4.17). A salvação vem por termos estabelecidos por Deus e pela graça dEle, e nós não podemos negociar esse Evangelho nem com Deus e nem com quem quer que seja. "O Pai enviou seu Filho como Salvador do mundo" (1 Jo 4.14). A Salvação é obra de Deus e de Seu Filho. Ou nós cremos nela ou a rejeitamos. Nós não "dialogamos" a seu respeito.
Ela também é chamada de "evangelho de Jesus Cristo" (Mc 1.1; Rm 1.16; 15.19; 1 Co 9.12, 18; 2 Co 4.4; 9.13; 10.14; Gl 1.7; Fl 1.27; 1 Ts 3.2, 2 Ts 1.8). Ele é o Salvador, e a salvação é obra dEle, e não nossa, como os anjos declararam: "É que hoje vos nasceu na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor" (Lc 2.11). Paulo especifica que o Evangelho salva: "...que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado, e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras" (1 Co 15.3-4). "Eu sou a porta", declarou Jesus Cristo: "se alguém entrar por mim, será salvo" (Jo 10.9).
O Evangelho nada contém acerca de batismo, boas obras, membresia ou freqüência à igreja, dar o dízimo, os sacramentos ou rituais, um tipo específico de alimentação ou vestimenta. Se adicionarmos qualquer coisa ao Evangelho, nós o perverteremos e, portanto, estaremos debaixo do anátema de Paulo em Gálatas 1.8-9!




Fé ou obras
O Evangelho diz, totalmente, respeito ao que Cristo já fez. Ele nada diz a respeito do que Cristo ainda precisa fazer, porque a obra de nossa redenção está acabada, consumada: "Cristo morreu pelos nossos pecados". Ele não continua morrendo, como o catolicismo defende. Jesus declarou triunfantemente: "Está consumado" (Jo 19.30)! E o Evangelho também não diz nada a respeito do que nós devamos fazer, porque nós nada podemos fazer: "Não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo a sua misericórdia, ele nos salvou" (Tt 3.5); "Porque pela graça sois salvos, mediante a fé... é dom de Deus... não [vem] de obras, para que ninguém se glorie" (Ef 2.8-9).
Em lugar de obras, o Evangelho requer fé. É o poder de Deus para a salvação daqueles que crêem. "Mas ao que não trabalha, porém crê naquele que justifica ao ímpio, a sua lhe é atribuída como justiça" (Rm 4.5). "...para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna" (Jo 3.16).




Certeza da salvação
Não poderíamos tornar a posição da igreja católica mais clara do que citando o cardeal O’Connor, de Nova Iorque: "O ensinamento da igreja é que eu não sei, em momento algum, qual será meu estado eterno. Eu posso esperar, rezar, fazer o melhor possível – mas eu ainda não sei. O papa João Paulo II não sabe com certeza se vai para o céu, e nem a madre Teresa de Calcutá..." ("The New York Times", 1 de fevereiro de 1990, Caderno 4). E o católico comum também não sabe, porque a sua igreja lhe ensinou que ele não pode saber se é salvo. O dogma oficial do catolicismo não poderia ser modificado, não importa quantos ECTs fossem assinados – mesmo que pelo próprio papa.
Cristo afirma: "Eu lhes dou [a minhas ovelhas] a vida eterna; jamais perecerão" (Jo 10.28). O catolicismo rejeita essa oferta e, em lugar dela, oferece prestações contínuas de graça rumo à vida eterna através do sacerdócio e dos sacramentos da igreja, através do uso de escapulários, da obtenção de indulgências, de rezar Ave Marias e de rezar aos santos. Tal caminho para o céu torna Cristo um mentiroso.
O Evangelho é uma espada de dois gumes. Ele declara: "Quem crê no Filho tem a vida eterna". O mesmo versículo declara que "o que, todavia, se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus" (Jo 3.36). É neste ponto que chegamos à porção do Evangelho que é mais difícil de ser aceita: que aqueles que não crêem estão eternamente perdidos – não importa quais boas obras possam fazer.




O amor e a justiça de Deus
As razões para esse fato estão alicerçadas tanto no amor de Deus quanto na Sua justiça. Deus nos ama a ponto de nos corrigir e de permanecer firme no que diz. Tristemente, muitos pais confundem amor com sentimentalismo e não levam a sério o que dizem, e assim, criam filhos desobedientes. "Se você fizer isso de novo, vai apanhar [ou outro tipo de ameaça]", diz a mamãe. Aí a criança repete o que fez e nada acontece. Então, o que a mamãe diz não significa nada. Mas Deus leva a sério o que diz, ou seja, Suas palavras significam exatamente o que Ele diz.
A justiça de Deus requer que a infinita penalidade pelo pecado seja paga. E esse pagamento faria com que estivéssemos eternamente separados de Deus; por isso Ele se tornou homem através do nascimento virginal, para pagar a penalidade pelo pecado. Ninguém pode reclamar de Deus. Ele provou o amor dEle, fazendo tudo que estava ao Seu alcance para a nossa salvação. Ele Próprio pagou a penalidade e por causa disso pode ser tanto "justo e o justificador daquele que tem fé em Jesus" (Rm 3.26).
Cristo suplicou no Jardim Getsêmani: "se possível [ou seja, se houver outra forma da humanidade ser salva], passe de mim este cálice" (Mt 26.39). Nós sabemos que não há outra forma, caso contrário Deus não teria requerido de Seu Filho amado que arcasse com toda a intensidade da ira de Deus contra o pecado. O fato de homens crucificarem a Jesus só haveria de nos condenar. Mas na cruz, quando o ser humano estava fazendo o que de pior poderia fazer ao seu Criador, Cristo pagou a penalidade total por nossos pecados.
"Como escaparemos nós, se negligenciarmos tão grande salvação" (Hb 2.3)? Não há escape por não haver outro caminho para sermos salvos! Somente ao aceitarmos esse pagamento feito em nosso favor é que podemos ser salvos. "Porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos" (At 4.12); "que devo fazer para que seja salvo?... Crê no Senhor Jesus e serás salvo" (At 16.30-31).
"Crer no Senhor Jesus Cristo" inclui quem Ele é e o que Ele fez. Jesus disse: "...vós sois cá de baixo, eu sou lá de cima... porque, se não credes que EU SOU [Esse é o nome de Deus, Yaweh], morrereis nos vossos pecados" (Jo 8.23-24). O próprio Jesus disse que nós precisamos crer que Ele é Deus, pois Ele o é; e ninguém menos do que Deus poderia nos salvar. Precisamos crer que Aquele que não teve pecado "morreu pelos nossos pecados", e foi sepultado; e que Ele ressuscitou corporeamente do túmulo. É só por crermos nesse Evangelho que somos salvos. É assim que afirma a Palavra de Deus.




O sangue de Cristo só tem eficácia para pecadores arrependidos
Por que nem mesmo uma madre Teresa conseguiria chegar aos céus pelas suas próprias boas obras? Porque todos somos pecadores; e porque, uma vez tendo violado um só dos mandamentos de Deus, somos "culpados de todos" (Tg 2.10); e "ninguém será justificado diante dele por obras da lei" (Rm 3.20). Guardar a lei perfeitamente daqui em diante, jamais poderia ser compensação por já havermos violado a mesma lei.
Se Deus outorgasse salvação por qualquer outro meio que não a fé em Cristo exclusivamente, isso seria um insulto para Aquele que o Pai insistiu ter que agüentar a ira dEle como sacrifício pelo pecado. Além do mais, Deus estaria violando seu próprio código de justiça, e estaria indo contra Sua própria Palavra. Não, nem mesmo o próprio Deus poderia salvar o "santo" mais notável de todos. O sangue de Cristo só tem eficácia para pecadores arrependidos.




O Evangelho comprometido por evangélicos proeminentes


Ao expressar nestas páginas nossa preocupação por tantas heresias, procuramos nos limitar àquelas que causam impacto ao Evangelho e à salvação de almas. Foi só porque os apóstolos em Jerusalém "não procediam corretamente segundo a verdade do evangelho" que Paulo os repreendeu (Gl 2.14). É com tristeza que vemos, em nossos dias, o Evangelho sendo desafiado e comprometido por evangélicos proeminentes! Sim, líderes evangélicos que pregam o Evangelho também o comprometem. No dia 21 de janeiro de 1997, Larry King entrevistou Billy Graham em seu programa:
King: O que o senhor acha de outras [igrejas]... como o mormonismo? O catolicismo? Outras fés dentro do conceito do cristianismo?
Graham: Eu creio que tenho uma maravilhosa comunhão com todos eles. Por exemplo...
King: O senhor se sente à vontade com Salt Lake City [sede mundial do mormonismo]? Sente-se à vontade com o Vaticano?
Graham: Sinto-me muito à vontade com o Vaticano. Já estive com o papa várias vezes. Aliás, na noite – no dia em que ele foi feito papa, eu estava pregando na catedral dele em Cracóvia (Polônia). Fui convidado por ele... quando ele esteve aqui... em Columbia, Carolina do Sul (EUA)... ele me convidou para subir ao palco com ele e também falar ao público. Eu diria uma frase e ele a próxima... mas [não pude] eu estava a mais da metade do caminho rumo à China...
King: O senhor gosta desse papa?
Graham: Eu gosto muito dele... Ele e eu concordamos em quase tudo.
King: O senhor... se sente à vontade com o judaísmo?
Graham: Muito à vontade... Em Nova Iorque, já me convidaram para participar do Concílio Rabínico... para falar a eles e ao rabino Tannenbaum, que é um grande amigo... ele me deu muitos conselhos, e eu dependo dele constantemente, teológica e espiritualmente, e em todos os sentidos...
King: Se o senhor tivesse 30 segundos durante o intervalo do "Super Bowl" [final do campeonato de futebol americano], o que o senhor diria àquela multidão?
Graham: Eu diria que... eles pensassem num outro jogo... o jogo da vida, e que eles se certificassem de estar do lado de Deus, que Deus os ama e que está interessado neles, e que podem orar a Deus, e Ele responderá as orações deles.
Billy Graham tem pregado o Evangelho e almas têm sido salvas, mas nessa ocasião ele ofereceu um evangelho falso, sem Cristo ou a Cruz – assim como fez quando foi entrevistado por Robert Schuller no programa "The Hour of Power" ("A Hora do Poder"), meses mais tarde. Paulo afirmou que a ele foi "confiado o evangelho" (1 Ts 2.4). E o mesmo aconteceu com cada um de nós. Certifiquemo-nos de que preservamos esse legado, por amor aos perdidos e em honra ao nosso Senhor que pagou o preço completo pela redenção do homem! (Dave Hunt - TBC 1/98)
Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, junho de 1998.